SUBSOLO EM CURITIBA!

22 09 2010

Para quem não conhece, o Subsolo (myspace) é tipo o Quinto Andar repaginado. Saíram alguns integrantes, o som ficou mais denso, mais… subsolo. Shawlin, Xará, Pai Lua, Matéria Prima, Kamau, Gato Congelado, Lumbriga, Dj Mako. O bonde é grande, já era previsto que seria só o disco, zero shows.

Mas… Curitiba é foda né? Acho que eu já repeti essa frase aqui umas 10 vezes. E aí que o Trinca Rua (aliás, happy birthday Alam!) comprou a treta de levar essa galera toda e a cidade vai ver um show inédito, provavelmente o único fora o Indie. Lembrando que no Indie eles tinham 30 minutos, agora vai ser mais de uma hora de pedrada. Antigas e novas. Preparem os corações porque tem surpresa!

Quer mais? Nairobi e o pré lançamento do disco “De volta aos anos 90″ (baixe o single aqui), 3Pilares lançando o ep “Bocada de Rimas” (conheça mais aqui) além de Mentekapta e Dj Mongelos.

Dia 25/09 (sábado) no John Bull Music Hall.

obs – O único que não poderá comparecer ao show é o Lumbriga, por motivos pessoais.





FLUXO

17 09 2010

Se você curte rap, é muito provável que já tenha ouvido falar do Arthur Moura. Talvez assinando um beat, dirigindo um clipe ou mesmo produzindo um documentário inteiro sozinho (“De repente: Poetas de Rua”). Multitalento.
Parceiros desde 98, Arthur Moura e MC Wallace formam o Fluxo, grupo que nasceu em 2005 e já tem 3 discos na pista. Na verdade, 4: hoje é o dia do lançamento do “Visões Remanescentes – Lado A”, dessa vez com um terceiro integrante: Goribeatz.

Pra baixar, clica aqui e já joga no teu ipod. Vem com capa frente e verso e encarte com letras. Ah, e por falar em produtividade, no ano que vem, tem o lado B! O rap não pára!

Confira aqui a entrevista que o Perraps fez com eles.





GALERIAS, EXPOS E INSPIRAÇÃO

8 09 2010

FOTOJORNALISMO
Uma das paradas mais bacanas da fotografia é poder imprimir o teu olhar em algo que todos estão vendo. E tirar poesia de tragédias ou mesmo acontecimentos cotidianos é um talento admirável. Tô falando disso aqui ó:
“The Press Photographer’s Year”, a primeira expo que nosso professor nos levou, no NATIONAL THEATRE (South Bank, London SE1 9PX).  Arrepiante! A máxima que diz que uma imagem vale mais do que mil palavras é perfeita nesse caso. Clica aqui e sente, mas só clica quando tiver tempo de apreciar cada foto.
Para quem estiver em Londres, a exposição vai até dia 19/set e é de graça. E aproveita pra fazer um rolê pelo National Theatre porque tem sempre várias expos legais.

Crianças trabalhando em New Delhi - India. Foto: Daniel Berehulak

Mãe chora a morte da filha. Kashmir - India. Foto: Daniel Berehulak (tô fã desse cara)


LUZ E SOMBRA NO BRITISH MUSEUM

Outro lugar bacana que visitamos (dessa vez para fotografar) foi o BRITISH MUSEUM (Great Russell Street, London, WC1B3DG). Deu para entender a escolha do professor de cara: o lugar já vale a visita pela arquitetura, é lindíssimo, cheio de luz e sombras, uma piração. Existe desde 1759 e foi o primeiro grande museu público do mundo. Repleto de antiguidades como moedas, esculturas, livros e múmias (alguns objetos nem ficam expostos de tão grande que é o acervo), ele é gratuito e tem até pós graduação em Arte Clássica da Ásia.

Luz X Sombra

Visão geral do museu

(Tenho muitas outras fotos do pico, quando der, eu jogo no flickr)


OH MOSS!

Teve uma que nós fomos por conta, a SAATCHI GALLERY (Duke of York’s HQ King’s Road London SW3 4SQ), uma galeria mais contemporânea que tem várias instalações interessantes de artistas diversos, inclusive alguns desconhecidos da “grande mídia”. Se não me engano, ela virou (ou vai virar) o Museu de Arte Contemporânea de Londres. E aí que o destaque era, nada mais, nada menos do que Mario Testino -”Kate Who?”. Isso mesmo, Kate Moss, a diva.

Nanda e Kate Moss no desfoque rs

WATCHING YOU!
Dos rolês que o Chris Ould (o professor) nos levou, o meu preferido disparado foi o TATE MODERN (Bankside, London, SE1 9TG) que, além de lindo, é enorme e tem vaárias exposições simultâneas. O  Duran até comentou no twitter dele por esses dias sobre a “Exposed: Voyeurismo, Surveillance & The Camera”. A mostra abre a discussão sobre até que ponto a invasão de privacidade é aceitável – até onde é necessário pedir permissão para fotografar alguém? (entra aí o post passado sobre islamismo e fotografia) Imediatamente as pessoas pensam nos terríveis paparazzis, mas se fosse assim, não teríamos registros históricos como o das crianças vietnamitas correndo dos bombardeios americanos. E afinal, quem não quer ser visto hoje em dia? Quantas pessoas não estão preocupadas com seu número de seguidores no twitter ou sobre a repercussão (ou não) do que foi dito no Facebook?
São 250 fotos e vídeos (antigos e atuais) de gente conhecida e desconhecida (Tem de Henri Cartier-Bresson a Larry Clark – o diretor de Kids, passando por Guy Bourdin, Brassaï, Helmut Newton e outros) divididas em cinco temas: fotografia de rua, morte e violência, sexo, celebridades e vigilância. Tem até umas câmeras beem antigas escondidas em sapatos, livros e guarda chuvas expostas lá.
Dois projetos que vêm rápido à minha mente:
1) Uma fotógrafa que mandava cartas a moradores desconhecidos pedindo para eles irem até suas janelas em determinado dia/horário para serem fotografados por ela. E vários topavam!

Não lembro o nome da fotógrafa desse projeto, que brecha.

2) Um fotógrafo japa (Kohei Yoshyiuki) que registrou vários casais que iam transar em parques de noite (detalhe: cheio de gente curiosa espiando ao redor e às vezes até metendo a mão), sem ninguém perceber, claro. Na expo dessas fotos chamada The Park, realizada no Japão (nos anos 70), o ambiente era todo escuro e cada visitante ganhava uma lanterna pra encontrar as fotos.

A expo custa 10 Libras e vai até dia 03/10, vale MUITO a pena gastar várias horas ali.

Fora essas, a cidade é chapada de museus e galerias foda, muito mais legais do que aquele tal museu de cera… Sem contar a arte de rua, todo mundo se expressando rs… Tenta ir também:
Somerset House

National Portrait Gallery
The Photographers’ Gallery

Tate Britain





É O HIT

7 09 2010

A notícia original:

Some um “pouco” de Melodyne ou AutoTune e seja um Akon você também:

É o hit… hahahahahahaha





FOTOGRAFIA & ISLAMISMO

31 08 2010

Ramadan 2010 em Jerusalem. Foto: Muhammed Muheisen

Leitura do Corão. Foto: Muhammed Muheisen

Rezando minutos antes do desjejum. Foto: Mukesh Gupta

Essas fotos maravilhosas do Ramadan 2010 eu vi através de um link no twitter (via @petapixel) e me trouxeram algumas lembranças e reflexões:

1) O rolê que fizemos pelo Marrocos na última semana do Ramadan 2009. Foi amor à primeira vista pelo Islamismo, comecei a ler loucamente sobre, querer aprender tudo e, claro, agregar um país islamico a cada trip que eu fizer. Foi o que aconteceu: neste ano Turquia, nos planos Tunísia, Índia, Líbano, Egito, Arábia Saudita…

2) No aeroporto de Istanbul tinha vários caras enrolados em toalhas brancas. Tentei descobrir o motivo e só vendo essas fotos entendi: peregrinação à Meca. Por que com toalhas? Ainda não sei.

3) O quanto eles não curtem ser fotografados. Como conseguir fotos tão maravilhosas como essas se temos que fotografar disfarçada e rapidamente, de longe? E ainda aturar uma cara feia? (Na Turquia foi um pouco mais relax, mas como saber até que ponto você pode “invadir” a vida deles?) Aí, prestando atenção no nome dos fotógrafos: Muhammed Muheisen, Hasan Jamali, Ali Hashisho… Ah tá.

4) No segundo dia do curso de fotografia, o professor pediu para levarmos algumas das nossas fotos para serem analisadas e discutidas. Uma das fotos que mostrei foi uma clicada na frente da mesquita Koutoubia, em Marrakesh, onde centenas de muçulmanos rezavam. Uma francesa comentou em tom meio cú:
- “Você não se sentiu mal fotografando um momento tão íntimo deles? Eu me sentiria.”
Eu respondi:
- “Me senti mal por estar com uma lente fixa (60mm) e não com com minha grande angular.”
O silêncio foi constrangedor.


ps – pra quebrar o gelo, o professor citou dois ou três fotógrafos especializados nisso, talvez alguns deles estejam nesse link, não lembro





WE WILL CRUSH YOU – APC EM LONDRES E SP

25 08 2010

Eu curto escrever as paradas com um mínimo de ordem cronológica, mas como essa semana tem Anti-Pop aqui em São Paulo…
(O show do Nas – the maaaster – com Damian Marley eu conto depois)

O show foi num lugar lindo com cara de antigo em Camden, o Koko. Imaginava encontrar uma galera mais do rap, mas tinha um monte de gente “eclética”. A abertura foi do Herbaliser (Ninja Tune), uma banda deliciosa de funk com um toque de rap composta por umas 10 pessoas (entre dj, multi instrumentistas, vocais). Ocasionalmente, tem participações de gente como Jean Grae, mas não demos essa sorte.

The Herbaliser

Como estávamos na rua desde cedo – sábado é dia de Portobello Market em Notting Hill, emendado por um vinho no Soho Square – e as baladas costumam acabar lá pela 1h da manhã, lá pela meia noite nós não aguentávamos mais esperar. Anti-Pop caraio!

M. Sayyid

High Priest

Há tempos que curto os caras e tive a feliz oportunidade de ver o Beans no Sonar e o High Priest no SESC. Mas o grupo completo… Lá pela uma da manhã, eles entraram! Uhuuu! Poxa, sem o Beans. Um pouco de decepção, mas o show foi tão hipnotizante que esqueci rapidinho dos poréns.
Que engraçado, os 3 caras em seus mundinhos, viajando com suas caixas” – foi o comentário engraçadíssimo da Nanda. Sim, eles fazem uma brincadeira ao vivo com mpcs, synths e outras “caixitas” mais…

"Os três em seus mundinhos com suas caixas"

Umas quatro pessoas, vendo a gente pulando e cantando felizonas vieram perguntar “quem eram esses caras”. Aí deu pra gente se ligar que a maioria nem tava ali pelos shows. Com uns 40 minutos rolando (praticamente só sons do “Fluorescent Black”), eu disse pras minas que estavam com cara de cansadas: “ok, só mais duas ou três músicas! Se pá quatro e a gente vai.”
Decepção. O show tinha acabado! 40 minutos de show serviram pra deixar aquele gostinho de preciso de mais. Quinta e sabadão, certeza!

Dá uma olhada aqui no que nos espera (desculpa o som estourado):

AIRBORN AUDIO (High Priest + M. Sayid) + ELO DA CORRENTE
26/08 a partir das 21h no SESC Santana
R$3 a R$12

ANTI-POP CONSORTIUM (completo!) + AFASIA + RODRIGO BRANDÃO & MAURÍCIO TAKARA
28/08 a partir das 21h no SESC Pompéia
R$5 a R$20

******************************
ATUALIZAÇÃO PÓS SHOW EM SP:

Perdão pelo palavreado mas… PUTA QUE PARIU que show FODA!

Das duas uma: ou o Beans realmente fez muita falta em Londres (sim, ele fez) ou os caras estavam MUITO felizes. Explico: O ANTI-POP É POP. Com os ingressos esgotados na Choperia do SESC Pompéia, eles não paravam de dizer o quanto estavam felizes e curtindo estar ali. Entraram e saíram do palco duas vezes, tipo não querendo ir embora… E depois do show ainda conversaram com todo mundo, humildade total. O Beans até elogiou minha camiseta pirata do APC (que eu ganhei do Akin em 2001).
Eu não sei se, há anos atrás, eu apostaria num show lotado assim. Umas vinte cabeças, se pá.
Mais um comentário: vi pela primeira vez a belíssima união de Rodrigo Brandão com Maurício Takara, e sobre o Afasia… suuuuuujo! Afemaria!

Finalmente, com o Beans.

Tem mais umas fotos jogadas no meu flickr





LONDRES, AH LONDRES ♥ ♥ ♥

22 08 2010

- Ai Me, não encontro um curso de fotografia que me apeteça, pesquisei Panamericana, Senac, Escola São Paulo… Pensei em fazer a pós do Senac, mas a Jazzie me disse que a estrutura deixa muito a desejar…
- Gata, tô voltando pra Londres pra fazer Cool Hunter na Saint Martins, pesquisa lá…

E foi assim, em um papo despretensioso com Melissa no meio do carnaval que a idéia brotou.  A University of the Arts London/ Central Saint Martins transpira criatividade. E é isso que eu buscava, mais do que somente técnica. Summer course (integral), esse lugar especial merece um post só dele mais pra frente.

Foi o tempo de conversar com o namorido e os pais. Matrícula feita, férias vencidas (e prestes a vencer mais uma), raspa a poupança e nem me viu. No caminho, minha sister brochada por causa de uma trip pra África do Sul cancelada, uniu-se a nós em dois segundos. E toca fazer orçamentos, planos, cronogramas, se sentir parte do mundo. Fissurada pela cultura islâmica que estou, pesquei a Turquia, mais especificamente Istanbul (pq a Turquia inteira precisa de muuuito mais tempo – e vale a pena). Ainda dava pra encaixar mais um, a idéia era Praga… ou Berlin? Praga! Ou Berlin? Foi Berlin, quase decidido no palitinho.

LONDRES é intensa, intensíssima. Não tem palavra pra descrever a cidade melhor do que essa. Em São Paulo acontece tudo o tempo todo, mas lá parece que o tempo passa até mais rápido.

Ingrês?

Logo de início, a Turkish Airlines rachou a nossa cara: a gente em Londres e nossas malas… em Istanbul. Legal. Minha pentax analógica, minha lomo, meus filmes 35mm e 120, o cd com minhas fotos para serem gongadas pelo professor… Foi tudo passando pela minha cabeça lentamente. Os conselhos de mamis também vieram à mente: “Leva sempre uma muda de roupa na mala de mão“. Eu juro que quase ouvi um “eu não te disse?“. E como boas filhas, levamos sim a muda de roupa e compramos mais umas paradinhas de higiene pessoal, quase tudo resolvido.
(As malas chegaram tipo uns 4 dias depois e quando vimos, quase choramos. Não, a gente não precisava nem da metade do que tava lá!)

As tomadas têm 3 pinos achatados e precisam de adaptador. Ok, a gente pensa que domina o inglês, mas adaptador de tomada… ?? (pqp):
- Hi! Do you have that thing to put in that thing for electronic things? – perguntou minha irmã com o jeito fofo dela. E não é que rolou?

O sistema de TRANSPORTE PÚBLICO deles é tão bom que ninguém precisa de carros, quase não tem casas/prédios com garagem. Dirigir lá deve ser muita treta, com as mãos trocadas e a direção do lado direito. O metrô vai pra tudo quanto é canto e o busão também, além de funcionar 24h. A única coisa estranha é que, do nada, os ônibus resolvem mudar de rota e mandam todos descerem. Mais estranho ainda é que ninguém reclama ou… acha estranho. O “bilhete único” deles é o Oyster, vc paga um valor por semana (pode escolher entre só bus, só metrô ou os dois) e anda qtas vezes quiser, sem controle de horas como o do Brasa. Uma sensação de liberdade louca rs. Em todas as escadas rolantes funciona o método – vai ficar parado, fique à direita, tá com pressa, corra pela esquerda. Considerei.

Nóis no underground, tru. (Doom e Wu Tang, pqp!)

Como ficamos um tempo considerável já que estávamos estudando, acabamos não indo em nenhum RESTAURANTE mega master blaster. Até reservamos uns pounds pra colar no Jamie Oliver, mas estava tão bombado que não tinha como reservar mais. Shame on us (e bora torrar os pounds). E p*rra, não encontrei a Nigella na rua, eu tinha certeza que iria encontrá-la.

O piquenique é largamente difundido, já que é sempre mais barato comprar a comida para levar (take away) e, muitas vezes, nem tem a opção de sentar pra comer no lugar. Tem parques e praças fofas em todos os lugares, é uma delícia sentar na grama, tomar um vinho, ficar conversando, comendo, olhando as pessoas e a vida passando (muito, muito rápido) por lá. É fácil comer saudável, já que tem lugares como o Wasabi (japa), EAT (saladas e sopas) e mercados como o Marks&Spencer que vendem saladinhas ótimas prontas, além de outras opções.

Piquenique no Soho Square

Tudo era motivo para comemorar... um dos nossos piqueniques em homenagem ao dia perfeito.

Eu sou viciada em pimenta, gosto muito mesmo, mas sério… pense duas vezes antes de pedir qualquer coisa spicy! Maaano! O baguio é loko! Deixei várias comidas pelo meio porque não dava mais. Um prato famosinho lá é o Fish and Chips (peixe com fritas) mas foi uma decepção. Demos mais sorte que Melissa que comeu um que “as cascas eram crocantes mas caíam todas“. No nosso, o crocante tava bem grudado, mas zero sal. Zero tempero.

Fish&Chips crocantes num pub escuro e fedido.

O mais legal de estudar lá é que deu pra sentir um pouco do dia a dia dos ingleses. Eu morro de preguiça de picos turísticos, então acabei indo a muitas exposições, alguns shows, feirinhas legais… Que eu vou contar aos poucos aqui. Prometo que não demoro mais tanto pra atualizar, já ameaçaram me tirar dos favoritos até rs.








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