‘HERE COMES MY SHAOLIN STYLE!!”

7 09 2009

Se você acha que “Operação Dragão” é um puta filme de kung fu, shame on you, você nem imagina o que está perdendo. Finalmente eu consegui completar a melhor seqüência do gênero que já existiu por aí: A CÂMARA 36 DE SHAOLIN (The 36th Chamber of Shaolin), 1978, RETORNO À CÂMARA 36 (Return to the 36th Chamber), 1980, OS DISCÍPULOS DA CÂMARA 36 (Disciples of the 36th Chamber), 1984, dir. Lau Kar-Leung.

Se você gosta um pouquinho que seja de rap, já ouviu Wu-Tang Clan e, certamente, já ouviu um dos discos mais clássico deles: “Enter the Wu-Tang – 36 Chambers“ (aquele que tem C.R.E.A.M., M.e.t.h.o.d. Man, etc). É escancarada a influência do kung fu nas letras, nos samples e nas colagens, a maioria tirados dessa trilogia e de um outro filme que falarei mais pra frente. Também, além dessa arte marcial ser fascinante, esses filmes são d-e-m-a-i-s. Fotografia, história, coreografias, sonoplastia, impressionantes para a época, fissurantes para quem aprecia.

O Templo Shaolin (Ssu) é supremo quando se fala de kung fu. Localizado na província de Honan, na China, é formado por 36 Câmaras. Nas 35 primeiras, somente os monges treinam e há um foco em cada uma delas: braços, pernas, pulsos, cabeça, olhos, etc. O primeiro filme da trilogia conta justamente a suposta história da formação da 36.ª Câmara, que é onde pessoas de fora (a.k.a. meros mortais) podem aprender algumas das tão almejadas técnicas. Pode procurar na sua locadora, comprar o box com os 3 na 2001 ou ainda, caçar o piratão na Liberdade.  

 

(originalmente publicado em 09/04/06)





GÁE-BAÁN!!

20 08 2009

Acordar cedo no domingo? Nesse caso valia a pena! Amor à arte… marcial. Meu vício ao lado de hip hop e cinema, o Kung Fu. Na verdade, esse nome significa “trabalho árduo” em cantonês. Em sua jornada de trabalho, os primeiros imigrantes chineses sempre reservavam um tempinho de lazer para treinar os movimentos e lutas. Por serem muito pequenos, mas lutadores eficazes, despertaram a atenção: “Afinal, que técnica é essa que faz um homem tão pequeno bater com facilidade num grandalhão?” Na confusão lingüística e tentativa frustrada de explicar que era fruto de muito treino e muito trabalho árduo, eles respondiam: “Kung Fu!” (o termo correto é Wu-Shu (mandarim)).

Entre os diversos estilos, muito tempo de pesquisa, andanças de academia em academia, minha escolha não podia ser mais acertada: Yau-Man ou Mendigo Andarilho. A história (merece filme), vai ficar para outra ocasião.

Importante para o corpo, essencial para manter minha mente equilibrada. Mesmo no auge do descontrol, uma aula e volto pros eixos. Melhor que terapia.

 
(No melhor estilo “Onde está Wally”, é nóis!! Só risadas, praticamente uma família mesmo!)

 
(Ih que orgulho! Com vcs, nosso mestre, Yip Fu Kwan, 5.ª geração no ensino e desenvolvimento Yau-Man, único Grão Mestre e o líder mundial nesse estilo. Acupunturista graduado pelo Hong Kong Chinese Acupunture e mais de 30 anos de experiência clínica na Medicina Tradicional Chinesa. Praticamente uma super pessoa, como diria o Shaw. Ele conhece todos os alunos e discípulos, está sempre presente e ainda dá bronca: “No pode tomá gelado! Plecisa mais blusa! No pisa no chão descalço eee!“)

 
(21 anos! Esse é o altar das 4 gerações anteriores. Detalhe: na festa do ano passado, todos mega felizes pelos 20 anos, o mestre se empolga: “mais incenso!” – cada aluno coloca uns 5 ao invés de um só. Resultado… fogo no altar!!!)

 
(Facão, serpente, lança, bastão mãe-filho, sorriso, tridente…)

 
(Estalos, bombinhas e tchéeeeun! Pratos!! Música!… Todo mundo olha pra trás! Uhu, Chi’lin!!! Dragões e palhaços chegando, puro folclore chinês, lindo.)

 
(Como a qtde de fotos é imensa e a página demora para carregar, escolhi só duas armas que adoro: Maurício apresentando o facão e…) 

 
(…Arthur apresentando o rabo de peixe) 

 
(Depois, reposição de energia… hmmmm! Quitutes chineses!)

*(Valeu a presença Melissa, PG, Negão, Moc, Le…)

(originalmente publicado em 21/09/05)








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