Se você acha que “Operação Dragão” é um puta filme de kung fu, shame on you, você nem imagina o que está perdendo. Finalmente eu consegui completar a melhor seqüência do gênero que já existiu por aí: A CÂMARA 36 DE SHAOLIN (The 36th Chamber of Shaolin), 1978, RETORNO À CÂMARA 36 (Return to the 36th Chamber), 1980, OS DISCÍPULOS DA CÂMARA 36 (Disciples of the 36th Chamber), 1984, dir. Lau Kar-Leung.

Se você gosta um pouquinho que seja de rap, já ouviu Wu-Tang Clan e, certamente, já ouviu um dos discos mais clássico deles: “Enter the Wu-Tang – 36 Chambers“ (aquele que tem C.R.E.A.M., M.e.t.h.o.d. Man, etc). É escancarada a influência do kung fu nas letras, nos samples e nas colagens, a maioria tirados dessa trilogia e de um outro filme que falarei mais pra frente. Também, além dessa arte marcial ser fascinante, esses filmes são d-e-m-a-i-s. Fotografia, história, coreografias, sonoplastia, impressionantes para a época, fissurantes para quem aprecia.

O Templo Shaolin (Ssu) é supremo quando se fala de kung fu. Localizado na província de Honan, na China, é formado por 36 Câmaras. Nas 35 primeiras, somente os monges treinam e há um foco em cada uma delas: braços, pernas, pulsos, cabeça, olhos, etc. O primeiro filme da trilogia conta justamente a suposta história da formação da 36.ª Câmara, que é onde pessoas de fora (a.k.a. meros mortais) podem aprender algumas das tão almejadas técnicas. Pode procurar na sua locadora, comprar o box com os 3 na 2001 ou ainda, caçar o piratão na Liberdade.
(originalmente publicado em 09/04/06)







Sua vez…