Meu nome AND sobrenome eram empolgação quando decidi que faria o graande almoço do dia das mães, tentando retribuir um pouquinho de tudo o que ela fez e faz por nós…
- “Venham com fome e me avisem quando estiverem saindo de São José!!”
Fiz listinha, consultei my niggaz Nigella, Jamie, Rita Lobo, Ana Maria Brega. Queria variedades, queria agradar de verdade.
Tá. Cozinhei o sábado todinho, em-pol-ga-da com meus afazeres (eu gosto muito de cozinhar e receber pessoas). Mas tem dia que a gente não deve levantar da cama e ponto.
Começou comigo quebrando a chave dentro da fechadura do prédio, em um dos (muitos) retornos do supermercado. Tipo, fui honesta e chamei o seu Luiz, o zelador.
-”Quebrei, seu Luiz!” – (com aquela cara de concha)
- “Ah tudo bem, eu conserto mais tarde...”
Não rolou.
- “O chaveiro do Pão de Açúcar fica lá até umas 20h” – avisou.
Tudo bem que eu já tinha ido no Pão de Açúcar 2 vezes e no Quitanda da Mateus Grou, mais 3. Demorei 1h30 nessas e o cronograma foi pro saco. O mano não tava e, quando chegou, a muié na minha frente queria q-u-a-t-r-o cópias de cada uma das c-i-n-c-o chaves dela. Afeee. Ainda veio o chaveiro elogiar minha maldita honestidade.
- “Normalmente as pessoas nem avisam, sabe? O condomínio que se vire“.
Aí, chuva. Eu lá, de chinelo, mulambenta, molhada, estranhamente segurando uma enorme fechadura velha e pesada nas mãos e encontrando conhecidos do bairro. Legal.
Peço pro Shaw me buscar de guarda chuva (separado? junto? com hífen? não sei mais). Chego em casa ruim de gripe.
- “Vamos pro Elo?” – perguntou Shaw
- “Putz, tô mal e atrasada aqui… Vai lá…” – meu nome já tinha virado mau humor.
E comecei a session sobremesas. Fiz um manjar branco, coloquei uma cobertura de framboesa (o-d-e-i-o ameixa) nos potes fofos e, quando comecei a despejar o doce, vejo um FUCKING VERME. Branco, brilhante, daqueles de farinha de trigo, afundando lentamente no bagui. Fez até bolinha. E aí, lixo, né gente. A calda, o manjar, nojo! Fiquei com nojo um tempo, arrasada no sofá.
Respirei fundo. Fiz uma receita de bolo de chocolate sem farinha (claro) em fôrma de cupcakes. Peguei um banquinho e sentei na frente do forno pra assistir, sei lá por que… Vi os bolinhos crescendo, crescendo, passando da altura da fôrma, invadindo os outros e depois murchando… Ódiooooooooooo! Quando tirei da fôrma, pareciam mesas!! Fiquei tão puta que comecei a cortar as sobras pra ficarem no formato. Aí, claro, queimei o dedo. Formou uma bolha, sofri, engoli o choro (tava sozinha mesmo) e fui fazer uma cobertura pra tampar a parte feia. A cobertura ficou mole demais. Aí deu. Chega. Deixei para finalizar tudo no domingo.
Ainda fiz um brigadeiro pra afogar as mágoas.
Domingo, braaand new day! Deu tudo certo, o almoço de Tapas foi um su-su-sucesso e a family ficou feliz. Bom assim!! Claro que minha mãe encheu minha geladeira de comidinhas caseiras, mas na janta fomos de delivery pra não ter que chegar perto do fogão rs.
Feliz dia das mães!!
























Sua vez…