Porque é do Yoka aka Disafinado.
Porque eu curto gente talentosa.
Porque o disco deve estar foda.
Porque eu adorei o teaser.
Porque tem Mamelo Sound System, Elo da Corrente, Indigesto e outros.
Porque é vinil.
Porque ele vai mandar umas cópias pro Brasa.
Porque ver as imagens de Barcelona me arrepia de saudades…
PÁSSARO IMIGRANTE
18 05 2010Comentários : 1 Comentário »
Categorias : Barcelona, Música
TRY BEFORE YOU BUY
18 02 2010De graça até injeção na testa?
Então imagina uma loja onde você pode escolher até 5 produtinhos e levar praticamente de graça! Parece estranho mas é fato: a Sample Lab no Japão conseguiu unir o útil ao (muito) agradável. Por uma taxa minúscula anual, você se cadastra e escolhe seus samples. Tem de anti rugas a batons, de comidinhas a pendrives coloridos, de laptops a fones de ouvido… Ok, mas e a parte útil? Pesquisa e divulgação, claro. Para as grandes empresas, é muito importante que os consumidores testem e dêem um feedback sobre o produto que está nas prateleiras ou ainda vai para lá.
A idéia foi tão boa que logo surgiu uma Sample Plaza na China e uma “Esloultimo” em Barcelona (infelizmente, no mês seguinte que voltei de lá, ano passado) com promessas de filiais em Paris, Londres, Berlim e Amsterdam. Na Esloultimo, você paga 5 euros semestrais e pode adquirir 5 artigos a cada 2 semanas.
OUTRAS
Adoro a criatividade do ser humano! Outras lojas bacanas por aí que valem a citação:
Something Store (NY) – Por U$10 você adquire… surpresa! Dentro da caixa, pode vir um cosmético, um brinquedo, um livro… qualquer coisa!
Grand Opening (NY) – Drive-in, galeria de arte, antiquário, ping pong… A cada 3 meses, o pico reinaugura… em outro ramo!
Woot (Texas) – “É o que tem pá hoje” poderia ser o slogan do lugar. A cada dia, a loja vende somente 1 produto (normalmente eletrônicos), mas a preços muito abaixo do mercado.
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Categorias : Barcelona, Pelo Mundo, Por aí, Trips
O QUE COMER EM BCN
26 10 2009Falar de comida pra mim é quase tão prazeroso quanto comer. Sou viciada em receitas, temperinhos, utensílios domésticos… Na viagem não comemos bem o tempo todo, mesmo porque ainda tínhamos que nos preocupar com o tempo e o preço, mas pelo menos prezamos a variedade, cumprindo o que prometi antes de viajar (abrir mais meus horizontes alimentícios).
PRATOS TÍPICOS
Paella – dispensa apresentações, é aquele prato à base de arroz e, na maioria das vezes, frutos do mar. Com exceção do peixe, eu não sou muito chegada nessa galera do oceano então sou suspeita para indicar, mas segundo Letícia, a de arroz negro é insuperável. Eu experimentei e senti o mesmo gosto de mar da paella de camarão.

Olha o tamanho do amigo... Foto: Carol
Bocadillos – é tipo um sanduíche de metro, feito na baguete (sempre crocante). Os recheios são variados, mas rola um molhinho vermelho default… Atum com azeitonas, tortilla, chouriço, frango…
Tapas – são porçõezinhas variadas (veja o cardápio do Tapas, a balada), mas a melhor ever é a de batatas bravas, beeem bravas. Pimenta é um vício.
RESTAURANTES
Restaurantes típicos são facílimos de encontrar, a maioria com o esquema “menu” (entrada, prato do dia, bebida, sobremesa) de 6 a 12 euros. O serviço (propina) não é obrigatório mas é de bom tom deixar uns 10% (isso quando não é um imbecil mal educado atendendo). Os japas também bombam por lá, mas tem dois específicos que merecem indicação:
MIU – Carrer de Valencia, 249. Além de ser lindo, todo azul turquesa, a comida é perfeita e está sempre cheio, mas como ele fica num salão enorme no subsolo, sempre tem lugar. Os donos são dois brasileiros - Thiago e Mauro (super queridos) – em sociedade com um grupo grande de lá. Na hora do almoço, o menu custa 11 euros.

Tudo azul turquesa, até o banheiro...
FISHOP – Passeig de Gracia, 53. A idéia é remeter a uma peixaria mesmo. O povo do mar fica todo exposto numa bancada com gelo (e não fede, não se preocupem) enquanto os sushimen preparam pratos incríveis. Comi enguia, ovas de salmão, lula e até maçã no meio da salada (eu, que odeio doce e salgado misturado). Fui arrojada hein?

O Fishop também fica no Subsolo

Os dois sushimen brasileiros gente boníssima, Luciano e Saulo.
E o grand finale:
DOS CIELOS – Um orgasmo gastronômico. Um restaurante espanhol situado no alto de um hotel 5 estrelas (ME), conduzido por dois chefs gêmeos: Javier e Sergio Torres, os mesmos do Eñe aqui em SP. Os clientes são recepcionados pela cozinha (e que cozinha) e acomodam-se em uma das exclusivíssimas sete mesas do local. Fomos como convidadas (tá, meu bem) então nem chegamos a olhar o cardápio, eles só perguntaram se havia alguma restrição. Eu quase morri pra dizer que eu não comia carne vermelha (vermelha deve ter ficado a minha cara) e me afundei na cadeira quando ele virou pra cozinha e disse: “temos que trocar um prato”. Tipo, quem sou eu pra trocar alguma coisa?!
Abaixo, o desfile de maravilhas…

No lounge, champagne com azeitonas (enormes) temperadinhas

Já na mesa, bolinho de bacalhau crocante por fora e macio por dentro, sem fiapos. Nham!

Salada/ sopa fria de feijão branco, super suave... Acompanhada de pão de azeitonas, um azeite maravilhoso e sal Maldon...

Creme de mandioquinha com sagu negro. Parece estranho mas é bem bom!

Peixe com cogumelos - eu que não curtia cogumelos não deixei sobrar nem uma gota do molho.

Esse foi o prato "trocado", as meninas comeram uma carne e eu, esse peixe (que derretia na boca) com legumes

Pré postre ou pré sobremesa - sorvete de manjericão com frutas silvestres e um fio de azeite com cheiro e sabor de flor! Surto!

A sobremesa propriamente dita: bolinho de chocolate com camadas crocantes e meio amargas, pedaços de frutas, framboesas frescas, creme de manga com baunilha e sorvete de cupuaçu. Ai, ai...

E quando você pensa que não aguenta mais nada, chega esse café cremoso com 3 trufas: macadâmia, crocante e laranja.

Da mesa dava pra ver a cozinha, mas não há fumaça e nem cheiro indo para o salão
Durante a refeição, o garçom ainda veio nos oferecer um vinho branco que recusamos educadamente, nunca fui muito chegada. O chef insistiu, ainda bem: foi o melhor vinho branco que tomei na vida, não tinha sabor de álcool! Tome nota e se achar por aí, me avise: Paso a Paso (uva verdejo da região de La Mancha).
Special Thanks: RV
obs – Não pensem que foi tudo perfeito. No dia em que voltamos do Marrocos, looooucas por uma massa, pedi um simples spaghetti ao sugo num restaurante de bairro em St Andreu. O macarrão chegou mole e mal esquentado (no microondas) com um molho vermelho frio que ainda tinha o formato de uma lata!! “Vergonha alheia desse cozinheiro de uma figa que quer cobrar 8 euros por isso” – disse meu mau humor em bom português para o coitado do garçom constrangido, enquanto eu levantava da mesa. As meninas, que caçavam as bolinhas de carne no spaghetti à bolonhesa (ha-ha-ha) levantaram junto rachando o bico.
obs2 – Todas as fotos do post: Carol Gariani
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O OUTRO LADO DE BARCELONA
19 10 2009Impossível falar de Barcelona sem falar de Antoni Gaudi, o arquiteto catalão símbolo da cidade: obras como o Parque Güel, a Casa Batló, a Casa Milà (La Pedrera) e a Sagrada Família – entre outras - fazem parte do roteiro turístico obrigatório da cidade.

A Sagrada Família. Gaudí iniciou essa obra em 1882 e até hoje a igreja não foi finalizada. Dizem que a previsão é 2050, mas dizem também que a graça dela é não terminar nunca.

Parque Güell, Gaudi amava curvas e esses moisaquinhos...
Além disso, caminhar a pé pelas ruas estreitas do bairro Gótico (cheio de lojas hypezinhas, restaurantes bacanas e construções lindas); pelas Ramblas (tipo um calçadão com ruas em suas marginais) e dar uma paradinha en La Boqueria (o Mercado Municipal deles) também são programas padrão (agradabilíssimos, por sinal).

La Boqueria. Queijos, presuntos, cogumelos, frutas, sucos, legumes, sementes, temperos, tudo lindo... Framboesa a 1 euro, comi até morrer. Comprei favas de baunilha baratíssimas também...

Tudo fofo, perfeitinho...
A questão é que eu poderia falar horas sobre cada uma das atrações, mas se você der um google em ”Barcelona”, vai encontrar milhares de dicas e infos sobre tudo isso, então… pra que contar tudo de novo? O bacana é saber o que as pessoas que moram lá fazem…
CINEMA – Vá direto ao Cine Verdi que é um dos poucos que ainda passam BONS filmes legendados (e não dublados, nada contra mas eu gosto de ouvir a linguagem original) já que a maioria se rendeu ao modelo “multiplex blockbuster”. Foi lá que vi “Mapa de Los Sonidos de Tokio” (conferi a programação da Mostra de Cinema que começa agora dia 23 e ele não está, infelizmente).
MACBA/ CCCB - Macba na verdade é o Museu de Arte Contemporânea de Barcelona , mas a frente é perfeita para andar de skate: chão lisinho, transições e degraus. O CCCB fica grudado com o Macba e é tipo um SESC daqui: showzinhos bacanas a preços módicos com ótima estrutura.

Macba... olha que chão bom. Foto: Carol Gariani.

Repare que dá para ver o sol se pondo no vidro - a galera costuma dar um tempo do skate ali, curtindo um boldin...
LA MERCÉ – Se você der a sorte de estar por lá no final de setembro, vai conhecer a maior festa de Barcelona (e um dos espetáculos de rua mais antigos do mundo) realizada em homenagem à padroeira da cidade. São 5 dias com mais de 600 atrações em trocentos lugares diferentes, algo muito parecido com a Virada Cultural. Teatro, música (ficamos no Macba que é o palco das bandas mais alternativas), dança, folclore (vimos um desfile de uns bonecos iguais aos de Olinda), esporte, circo, tudo junto e misturado. E o metrô fica a madruga inteira, como na Virada.
PRAIA – Barceloneta (perto do porto) é o que pega. Entre as particularidades, o topless é liberado e não provoca nenhum tipo de reação e as pessoas não usam canga, preferem toalha. Entre os ambulantes, nada de milho, água de côco ou bronzeadores, somente umas chinesas que fazem massagem e uns árabes e paquis vendendo “cerveza beer y Fanta limão”.

Sol bombando e o mar Mediterrâneo trincando de gelado, a combinação perfeita!

"My life, my life, my life... in the sunshine" (Roy Ayers)
HIP HOP – Claaaro que eu iria querer saber do nosso amado movimento… E pelo visto ele não é tão fraco quanto eu pensava e tinha pesquisado, já que no dia que eu fui pra Marrocos começou um festival de 3 dias comemorando os 25 anos de Hip Hop na Espanha, o Hipnotik 09. Entre as atrações, batalhas de mcs, de bboys, de bgirls, de crews, shows, aulas de graffiti e palestras. Além disso, um dia depois de irmos embora para o Brasil teria o show do 7 Notas 7 Colores (que é o único grupo de rap que eu conhecia de lá) dentro de LaMercè 09. De qualquer forma, não encontrei nenhuma festa de rap que acontecesse regularmente, não sei se rola.
OBS - A crise definitivamente chegou lá. A Espanha tem 40 milhões de habitantes sendo que há 4 milhões de desempregados. Isso dá dez por cento de população inativa (!!) – não sei se contam crianças e idosos - grande parte vivendo de seguro desemprego (lá dá para ficar quase um ano nessa). Para tentar amenizar, o Governo criou programas para facilitar o retorno dos imigrantes para seus países e criou também milhares de obras desnecessárias para gerar emprego. (obs da obs – mesmo assim, muitas lojas fecham para a siesta e eu me pergunto: por que não criam turnos e contratam mais gente? Enfim…)
GASTRONOMIA – Esse item definitivamente merece um post à parte.
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CARLA CAROL LETÍCIA BARCELONA
12 10 2009
(Parque Güel)
Nossa trip foi dividida em duas partes: Barcelona e Marrocos. Chegamos a pensar em pegar um carro e fazer a Costa Brava, mas um furacão atrapalhou nossos planos… Vou postando aqui aos poucos senão nem eu vou ter paciência de ler tudo de uma vez.
Letícia já tinha morado dois anos em Barcelona então andar por lá foi fácil. Hospedagem na casa de amigos, metrô para todo lado (são 9 linhas à disposição), espanhol fluente de Lê. Além de ser a segunda maior cidade da Espanha, ela é considerada a capital da Comunidade Autônoma da Catalúnia. Sim, exista uma nação autônoma (não são independentes mas tomam suas próprias decisões) dentro da Espanha com língua própria, cultura diferente e muita rixa com os espanhóis. Vi muitos pixos agressivos metendo o pau nos dois lados…
Barcelona pode ser definida de várias formas, mas definitivamente é uma cidade que respira arte. Por onde você anda, há museus, construções lindas, pisos esculpidos, graffiti, música rolando, gente se manifestando. E viajantes a rodo, além dos turistas (dizem que a diferença é que o viajante nunca sabe quando vai embora). Conversei com paquistaneses, marroquinos, brasileiros, franceses, angolanos, italianos, portugueses… A sensação que tive é que essa é uma cidade de transição, onde você vem, aprende espanhol, faz algum curso e depois segue a vida em outro lugar. Poucos realmente se fixam lá.
Reconhecer um espanhol é fácil: costumam ser bem grossos. Exemplo? Num restaurante de rua perguntamos “o que son habas” para um garçom que, impacientemente respondeu “oras, habas son habas!!”. Ainda descrentes, perguntamos “en la ensalada de arroz hay lettuce?” (ou: “tem alface na salada de arroz?”) e toma-lhe um: “la ensalada és de arroooooz!!” com mãozinha chacoalhando e tudo - juro que quase ouvi um “hello-ooo!” enquanto ele virava as costas pra atender outra mesa. Ah, em tempo: habas são favas.
Outra forma de reconhecê-los é pelo style: homens adotaram o mullet como corte oficial - de frente parece um cabelo curto mas quando viram de costas, uma espécie de rabo sai de um projeto de moicano. Já as minas continuam firmes e fortes no corte “capacete” (aquele todo repicado e comprido, com franjinha), variando com um coque lá em cima (quase no redemoinho mesmo), além da sandália amarrada no tornozelo por cima da calça saruel.

(Le e Carol nas ruas de Barça)
Curiosidade 1: Todo mundo anda de bike por 48 euros por ano. Por ano! São vários bicicletários por toda a cidade, onde vc retira e deixa a bike vermelhinha. Imagina isso no Brasil, quantos não iriam levar a parada “pra casa”.
Curiosidade 2: “El Dia dels Trastos” – Toda quarta-feira num determinado horário, as pessoas têm o costume de deixar na rua coisas que já não querem mais: cadeiras, mesas, roupas, louças, panelas, geladeiras… Quem estiver a fim, pega. Na época em que morava lá, Letícia pegou um colchão de casal para acomodar amigos que vinham visitá-la (receber pessoas é prazeroso e faz parte do espírito deles), tentou subir pelo elevador e não conseguiu. Chamou a amiga e subiram váááários andares de escada com o enorme “elefante”. Lá em cima, óbvio, a parada não coube embaixo da cama que era o lugar planejado para ele e nem em lugar a-l-g-u-m. E lá vai Letícia, desanimada, levar o colchão escada abaixo e deixar na rua novamente. Detalhe: já tinha passado da hora e ela tomou uma enorme multa. Morri de dó.
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