BÔNUS TRACK: AMSTERDAM

22 01 2010

Ou, o dia em que salvamos uma vida!

Nossa volta de Barcelona para Sampa city via KLM tinha uma pequena escala em Amsterdam… de nada menos do que 11 horas! Não gostamos nada da idéia, afinal, chatíssimo ficar 11h de rolê pela Disney dos adultos, bem na hora da balada.

Amsterdam

Largamos a bagagem de mão nos lockers do aeroporto, compramos a passagem de trem para a cidade e fomos saltitantes para a estação (vazia).

No relógio, 23h.  Na plataforma limpíssima, nós 3, um casal e um silêncio tranquilo, até que surge um mano bem louco pisando torto e gritando alguma coisa enrolada, com a voz meio fade out, sabe, diminuindo?
- “Ih, dando bapho, não sabe se drogar…”
Nem bem terminamos a frase, a voz some.
- “Cadê o cara?” - perguntou Letícia, enquanto procurava na plataforma do lado - “Gente!!! Ele caiu!! O cara caiu na linha!!”
Sim, o cara caiu no buraco dos trilhos. Não é possível, tamanha cabacisse!!
- “Pelo menos o trem dessa linha acabou de passar, vai demorar até…”
Não deu meio segundo, uma luz redonda surge no final do túnel, no melhor estilo Pica Pau: era a porra do trem vindo!!! O motora (como chama motora de trem mesmo?) do trem da linha ao lado deu um pulo na cabine e começou a ligar para alguém, tenso. O casal correu para buscar ajuda. Não deu nem tempo de pensar: Letícia correu até o cara que, num surto de lucidez, jogou os braços pra cima nos ajudando a puxá-lo para cima, cada uma segurando de um lado e a Carol puxando as pernas. E o trem passou. Nosso coração, dis-pa-ra-do. E se não estivéssemos ali?

Nem dois minutos depois, surgem dois policiais loiros com o casal, phynos, pareciam saídos de um filme, juro que os enxerguei entrando em cena em câmera lenta, com cabelos ao vento. Agacharam do lado do infeliz sem tocá-lo, pronunciaram algumas frases (devia ser algo como “o sr. está bem?”) e ali ficaram por muitos minutos, enquanto o cara permanecia imóvel. Eis que nosso trem chegou e nós partimos sem saber o desfecho.

obs1 -  Imagina a mesma cena no metrô de SP… chegam dois policiais chutando o vida loca: ”vagabundo drogado, tá prejudicando o bom andamento das coisas…
obs2 – “Mas vc não fotografou?” foi a pergunta que mais ouvi quando contei essa história, bando de insensíveis.

Laricas, cabelos loiros e bikes

Chegamos com a cidade fervendo. Bikes por todo lado, picos de larica lotados, coffee shops charmosos, bitches na vitrine, Amsterdam acontecendo… Paramos no Bulldog (especificamente este aqui), coffee shop famoso que também é hotel, fabrica seda, energy drink, enfim… O atendente falava português super bem (tinha namorado com uma portuguesa):

- “Se você só pudesse experimentar um tipo, qual seria?”
- “Silver Haze, sente só…”
- “Uia… E cogumelos em formato de chocolate?”
- “Esse foi proibido.”
- “Poxa, que pena, queria levar pro Brasil, de presente…”
- “Por isso foi proibido rs”
A uma da manhã, quase tudo fecha. E eles são pontuais: desligam as luzes, o som, sobem as cadeiras… E grande parte da diversão acaba. Alguns picos de larica mais guerreiros seguem firme no turno noturno. Donuts (essa foto do cabeçalho do blog eu fiz lá),  snickers de chocolate branco (catei vários pro Shaw, que ama esse chocolate), Kit Kat Senses, Kit Kat de chocolate branco, de chocolate meio amargo e outras coisitas mais.

Lolipops...

Duas da manhã e as três felizes, andando a pé pela cidade toda, fotografando mal e porcamente (flash podre da cam, ou seja, sem condições de luz e nem de espírito rs) e passando muito frio (no pique do Marrocos, nem pensamos em blusa)… A moça do mercadinho parecia uma Barbie, tinha polícia em toda parte cuidando, de fato (!), da nossa segurança. Perguntamos para umas 4 pessoas diferentes se era tranquilo ficarmos andando sozinhas por lá àquela hora, todas as resposta iguais: completamente seguro. Como brasileiro é nóia!

Tão lindo... Imagina de dia...

- “Vamos passar na rua das putas gorditas?” – e lá fomos nós…
É estranhíssimo ver aquelas mulheres na vitrine que, aliás, não podem ser fotografadas (fingi que ia fotografar a Le e cliquei rapidinho, tensa, por isso ficou uó). São verdadeiras mercadorias, você passa, escolhe, entra, paga e come.
- “Nossa, essa é gorda mesmo!” comentou Letícia. E não é que a mulher saiu da vitrine para nos xingar? Será que era brasileira?

O povo apreciando a vitrine local...

Momentos depois, três caras fantasiados começam a cantar e tocar para nós… “Why are you singing?” “Just because…” É, malucos não faltavam. Chegou um certo momento que não tinha mais o que fazer. 4h da manhã, friaca, cansaço, tristeza de fim de trip, ansiedade para voltar pra casa e matar as saudades do namo e da family…

Dessa vez tinha acabado mesmo.


Ações

Informação

3 respostas

22 01 2010
Carol Gariani

realmente fechamos a trip com chave de ouuuuuuuro! …. e novamente digo que fiquei com gostinho de quero mais…
bjs

22 01 2010
Carol Gariani

ahhhhhhhhh! só pra vc saber…. motora de trem chama maquinista tá?
bjs

29 06 2010
Val

Gostei da historia…autentica….faleu.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

You are commenting using your Facebook account. Sair / Alterar )

Connecting to %s




Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.