OS GÊMEOS NA FAAP

27 10 2009

Imperdível.

camila_gemeos

Montagem da expo Vertigem. Foto:Camila Miranda

VERTIGEM – OS GÊMEOS
Até 13/12
Museu de Arte Brasileira da FAAP
R. Alagoas, 903 – Higienópolis
De terça a sexta das 10h às 20h
Sábados, domingos e feriados das 10h às 17h
(exceto segunda)
Entrada Gratuita

obs – Para ver o ensaio completo da montagem, clica aqui.





O QUE COMER EM BCN

26 10 2009

Falar de comida pra mim é quase tão prazeroso quanto comer. Sou viciada em receitas, temperinhos, utensílios domésticos… Na viagem não comemos bem o tempo todo, mesmo porque ainda tínhamos que nos preocupar com o tempo e o preço, mas pelo menos prezamos a variedade, cumprindo o que prometi antes de viajar (abrir mais meus horizontes alimentícios).

PRATOS TÍPICOS
Paella – dispensa apresentações, é aquele prato à base de arroz e, na maioria das vezes, frutos do mar. Com exceção do peixe, eu não sou muito chegada nessa galera do oceano então sou suspeita para indicar, mas segundo Letícia, a de arroz negro é insuperável. Eu experimentei e senti o mesmo gosto de mar da paella de camarão.

paella

Olha o tamanho do amigo... Foto: Carol

Bocadillos – é tipo um sanduíche de metro, feito na baguete (sempre crocante). Os recheios são variados, mas rola um molhinho vermelho default… Atum com azeitonas, tortilla, chouriço, frango…

Tapas – são porçõezinhas variadas (veja o cardápio do Tapas, a balada), mas a melhor ever é a de batatas bravas, beeem bravas. Pimenta é um vício.

RESTAURANTES
Restaurantes típicos são facílimos de encontrar, a maioria com o esquema “menu” (entrada, prato do dia, bebida, sobremesa) de 6 a 12 euros. O serviço (propina) não é obrigatório mas é de bom tom deixar uns 10% (isso quando não é um imbecil mal educado atendendo). Os japas também bombam por lá, mas tem dois específicos que merecem indicação:

MIU – Carrer de Valencia, 249. Além de ser lindo, todo azul turquesa, a comida é perfeita e está sempre cheio, mas como ele fica num salão enorme no subsolo, sempre tem lugar. Os donos são dois brasileiros - Thiago e Mauro (super queridos) – em sociedade com um grupo grande de lá. Na hora do almoço, o menu custa 11 euros.

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Tudo azul turquesa, até o banheiro...

FISHOP – Passeig de Gracia, 53. A idéia é remeter a uma peixaria mesmo. O povo do mar fica todo exposto numa bancada com gelo (e não fede, não se preocupem) enquanto os sushimen preparam pratos incríveis. Comi enguia, ovas de salmão, lula e até maçã no meio da salada (eu, que odeio doce e salgado misturado). Fui arrojada hein?

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O Fishop também fica no Subsolo

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Os dois sushimen brasileiros gente boníssima, Luciano e Saulo.

E o grand finale:
DOS CIELOS – Um orgasmo gastronômico. Um restaurante espanhol situado no alto de um hotel 5 estrelas (ME), conduzido por dois chefs gêmeos: Javier e Sergio Torres, os mesmos do Eñe aqui em SP. Os clientes são recepcionados pela cozinha (e que cozinha) e acomodam-se em uma das exclusivíssimas sete mesas do local. Fomos como convidadas (tá, meu bem) então nem chegamos a olhar o cardápio, eles só perguntaram se havia alguma restrição. Eu quase morri pra dizer que eu não comia carne vermelha (vermelha deve ter ficado a minha cara) e me afundei na cadeira quando ele virou pra cozinha e disse: “temos que trocar um prato”. Tipo, quem sou eu pra trocar alguma coisa?!
Abaixo, o desfile de maravilhas…

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No lounge, champagne com azeitonas (enormes) temperadinhas

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Já na mesa, bolinho de bacalhau crocante por fora e macio por dentro, sem fiapos. Nham!

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Salada/ sopa fria de feijão branco, super suave... Acompanhada de pão de azeitonas, um azeite maravilhoso e sal Maldon...

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Creme de mandioquinha com sagu negro. Parece estranho mas é bem bom!

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Peixe com cogumelos - eu que não curtia cogumelos não deixei sobrar nem uma gota do molho.

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Esse foi o prato "trocado", as meninas comeram uma carne e eu, esse peixe (que derretia na boca) com legumes

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Pré postre ou pré sobremesa - sorvete de manjericão com frutas silvestres e um fio de azeite com cheiro e sabor de flor! Surto!

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A sobremesa propriamente dita: bolinho de chocolate com camadas crocantes e meio amargas, pedaços de frutas, framboesas frescas, creme de manga com baunilha e sorvete de cupuaçu. Ai, ai...

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E quando você pensa que não aguenta mais nada, chega esse café cremoso com 3 trufas: macadâmia, crocante e laranja.

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Da mesa dava pra ver a cozinha, mas não há fumaça e nem cheiro indo para o salão

Durante a refeição, o garçom ainda veio nos oferecer um vinho branco que recusamos educadamente, nunca fui muito chegada. O chef insistiu, ainda bem: foi o melhor vinho branco que tomei na vida, não tinha sabor de álcool! Tome nota e se achar por aí, me avise: Paso a Paso (uva verdejo da região de La Mancha).    
Special Thanks: RV 

obs – Não pensem que foi tudo perfeito. No dia em que voltamos do Marrocos, looooucas por uma massa, pedi um simples spaghetti ao sugo num restaurante de bairro em St Andreu. O macarrão chegou mole e mal esquentado (no microondas) com um molho vermelho frio que ainda tinha o formato de uma lata!! “Vergonha alheia desse cozinheiro de uma figa que quer cobrar 8 euros por isso” – disse meu mau humor em bom português para o coitado do garçom constrangido, enquanto eu levantava da mesa. As meninas, que caçavam as bolinhas de carne no spaghetti à bolonhesa (ha-ha-ha) levantaram junto rachando o bico.

obs2 – Todas as fotos do post: Carol Gariani





RAP BIRTHDAY

24 10 2009

Semana corrida, nem lembrei de postar antes…

FLYER HOUSE PARTY 2 CARLA NICOLE





PHOTOSHOP?

23 10 2009

Trabalho com produção de fotos e acompanhar o tratamento de cada uma delas faz parte do processo. Numa foto de beleza, por exemplo, o fotógrafo ameniza os poros, dá um grauzinho na cor da make , ajeita os cílios com grumos, enfim… São procedimentos que tornam a foto mais bonita considerando-se o propósito dela (mostrar a make).

Imagina essas fotos maravilhosas do livro da também maravilhosa Bobbi Brown sem tratamento...

Imagina essas fotos maravilhosas do livro da também maravilhosa Bobbi Brown sem tratamento...

Já uma Playboy, por exemplo, consegue transformar completamente uma mulher. Eles literalmente tiram o umbigo pra chapar a barriga da mina (já vi sair foto sem umbigo!), tiram manchas, rugas, pneus, estrias e celulite, transformam inclusive o formato do corpo dela criando uma Barbie e, consequentemente, um padrão altíssimo ao qual meras mortais nunca chegarão naturalmente. Sempre que folheio uma, tenho a sensação de que os corpos são os mesmos e eles só trocam a cabeça… retocada! Até aí nenhuma novidade, vários emails com o antes e depois das peladas já circularam por aí. Vide casos como o da Suzana Vieira, Mulher Melancia, ex- BBBs…

Afinal, qual o limite da utilização do conhecidíssimo programa de tratamento de imagens?

Recentemente uma revista francesa publicou em sua capa uma foto de Sharon Stone com a frase: “Tenho 50 anos e daí?”. Daí que tudo bem se a foto não estivesse completamente photoshopada. Corpo per-fei-to e muita cara de pau. 

Partindo do princípio de que é esse tipo de coisa que influencia toda uma juventude a se desesperar pela busca da perfeição, Madame Boyer (a mesma parlamentar que proibiu modelos anoréxicas) criou uma proposta no mínimo polêmica que está para ser discutida na França: a obrigatoriedade do aviso “fotografia retocada” em fotos que utilizem o photoshop. 

À primeira vista é fácil e óbvio concordar com Boyer mas, por outro lado, daqui a pouco irão obrigar a utilização da frase “voz retocada” toda vez que usarem o Auto Tune (Wanessa Camargo, tremei!) ? Ou ainda, “seio operado” quando houver silicone?  As fotografias são retocadas desde que existe fotografia no mundo, independente do sistema.

Já trabalhei com fotógrafos puristas que se recusam a utilizar o programa (a não ser para cropar a imagem) e com fotógrafos que utilizam a rodo. A questão é que o Photoshop diminui muito o tempo de execução de cada imagem, além de facilitar quando não há estrutura suficiente (ex: desfocar mais o fundo quando não há recuo) e, nos dias de hoje, mais do que nunca, tempo é dinheiro e o prazo é sempre ontem.

Acho que a grande pergunta é: como definir e controlar o limite entre tratar e enganar?

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OBS - dá uma olhada no blog “Photoshop Disasters” (link ao lado) e chora… hahahahaha





O OUTRO LADO DE BARCELONA

19 10 2009

Impossível falar de Barcelona sem falar de Antoni Gaudi, o arquiteto catalão símbolo da cidade: obras como o Parque Güel, a Casa Batló, a Casa Milà (La Pedrera) e a Sagrada Família – entre outras - fazem parte do roteiro turístico obrigatório da cidade.

A Sagrada Família. Gaudí iniciou essa obra em 1882 e até hoje a igreja não foi finalizada. Dizem que a previsão é 2050, mas dizem também que a graça dela é não terminar nunca.

A Sagrada Família. Gaudí iniciou essa obra em 1882 e até hoje a igreja não foi finalizada. Dizem que a previsão é 2050, mas dizem também que a graça dela é não terminar nunca.

Parque Güell, Gaudi amava curvas e esses moisaquinhos...

Parque Güell, Gaudi amava curvas e esses moisaquinhos...

Além disso, caminhar a pé pelas ruas estreitas do bairro Gótico (cheio de lojas hypezinhas, restaurantes bacanas e construções lindas); pelas Ramblas (tipo um calçadão com ruas em suas marginais) e dar uma paradinha en La Boqueria (o Mercado Municipal deles) também são programas padrão (agradabilíssimos, por sinal).  

La Boqueria. Queijos, presuntos, cogumelos, frutas, sucos, legumes, sementes, temperos, tudo lindo... Framboesa a 1 euro, comi até morrer. Comprei favas de baunilha baratíssimas também...

La Boqueria. Queijos, presuntos, cogumelos, frutas, sucos, legumes, sementes, temperos, tudo lindo... Framboesa a 1 euro, comi até morrer. Comprei favas de baunilha baratíssimas também...

Tudo fofo, perfeitinho...

Tudo fofo, perfeitinho...

A questão é que eu poderia falar horas sobre cada uma das atrações, mas se você der um google em ”Barcelona”, vai encontrar milhares de dicas e infos sobre tudo isso, então… pra que contar tudo de novo? O bacana é saber o que as pessoas que moram lá fazem…

CINEMA – Vá direto ao Cine Verdi que é um dos poucos que ainda passam BONS filmes legendados (e não dublados, nada contra mas eu gosto de ouvir a linguagem original) já que a maioria se rendeu ao modelo “multiplex blockbuster”. Foi lá que vi “Mapa de Los Sonidos de Tokio” (conferi a programação da Mostra de Cinema que começa agora dia 23 e ele não está, infelizmente).

MACBA/ CCCB - Macba na verdade é o Museu de Arte Contemporânea de Barcelona , mas a frente é perfeita para andar de skate: chão lisinho, transições e degraus. O CCCB fica grudado com o Macba e é tipo um SESC daqui: showzinhos bacanas a preços módicos com ótima estrutura.

Macba... olha que chão bom. Foto: Carol Gariani.

Macba... olha que chão bom. Foto: Carol Gariani.

 

Repare que dá para ver o sol se pondo no vidro - a galera costuma dar um tempo do skate ali, curtindo um boldin...

Repare que dá para ver o sol se pondo no vidro - a galera costuma dar um tempo do skate ali, curtindo um boldin...

LA MERCÉ – Se você der a sorte de estar por lá no final de setembro, vai conhecer a maior festa de Barcelona (e um dos espetáculos de rua mais antigos do mundo) realizada em homenagem à padroeira da cidade. São 5 dias com mais de 600 atrações em trocentos lugares diferentes, algo muito parecido com a Virada Cultural. Teatro, música (ficamos no Macba que é o palco das bandas mais alternativas), dança, folclore (vimos um desfile de uns bonecos iguais aos de Olinda), esporte, circo, tudo junto e misturado.  E o metrô fica a madruga inteira, como na Virada.

PRAIA – Barceloneta (perto do porto) é o que pega. Entre as particularidades, o topless é liberado e não provoca nenhum tipo de reação e as pessoas não usam canga, preferem toalha. Entre os ambulantes, nada de milho, água de côco ou bronzeadores, somente umas chinesas que fazem massagem e uns árabes e paquis vendendo “cerveza beer y Fanta limão”. 

Sol bombando e o mar Mediterrâneo trincando de gelado, a combinação perfeita!

Sol bombando e o mar Mediterrâneo trincando de gelado, a combinação perfeita!

"My life, my life, my life... in the sunshine" (Roy Ayers)

"My life, my life, my life... in the sunshine" (Roy Ayers)

HIP HOP – Claaaro que eu iria querer saber do nosso amado movimento… E pelo visto ele não é tão fraco quanto eu pensava e tinha pesquisado, já que no dia que eu fui pra Marrocos começou um festival de 3 dias comemorando os 25 anos de Hip Hop na Espanha, o Hipnotik 09. Entre as atrações, batalhas de mcs, de bboys, de bgirls, de crews, shows, aulas de graffiti e palestras. Além disso, um dia depois de irmos embora para o Brasil teria o show do 7 Notas 7 Colores (que é o único grupo de rap que eu conhecia de lá) dentro de LaMercè 09. De qualquer forma, não encontrei nenhuma festa de rap que acontecesse regularmente, não sei se rola.

OBS - A crise definitivamente chegou lá. A Espanha tem 40 milhões de habitantes sendo que há 4 milhões de desempregados. Isso dá dez por cento de população inativa (!!) – não sei se contam crianças e idosos - grande parte vivendo de seguro desemprego (lá dá para ficar quase um ano nessa). Para tentar amenizar, o Governo criou programas para facilitar o retorno dos imigrantes para seus países e criou também milhares de obras desnecessárias para gerar emprego.  (obs da obs – mesmo assim, muitas lojas fecham para a siesta e eu me pergunto: por que não criam turnos e contratam mais gente? Enfim…)

GASTRONOMIA – Esse item definitivamente merece um post à parte.





TODAY AT WORK…

15 10 2009

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Renata Ursaia. Kiko Ferrite.  
Competitivos? De jeito nenhum…





PRO TOOLS 8

14 10 2009

Essa é para quem tem Pro Tools:  Saiu, no final de agosto, a versão 8.0.1. A atualização (gratuita no link abaixo) promete um software mais rápido, estável e eficiente com mudanças na visualização e no manuseio da ferramenta de seleção de áudio.

PRO TOOLS 8.0.1 – LE, HD ou M-Powered, para MAC ou PC





CARLA CAROL LETÍCIA BARCELONA

12 10 2009

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(Parque Güel)

Nossa trip foi dividida em duas partes: Barcelona e Marrocos. Chegamos a pensar em pegar um carro e fazer a Costa Brava, mas um furacão atrapalhou nossos planos… Vou postando aqui aos poucos senão nem eu vou ter paciência de ler tudo de uma vez.

Letícia já tinha morado dois anos em Barcelona então andar por lá foi fácil. Hospedagem na casa de amigos, metrô para todo lado (são 9 linhas à disposição), espanhol fluente de Lê. Além de ser a segunda maior cidade da Espanha, ela é considerada a capital da Comunidade Autônoma da Catalúnia. Sim, exista uma nação autônoma (não são independentes mas tomam suas próprias decisões) dentro da Espanha com língua própria, cultura diferente e muita rixa com os espanhóis. Vi muitos pixos agressivos metendo o pau nos dois lados… 

Barcelona pode ser definida de várias formas, mas definitivamente é uma cidade que respira arte. Por onde você anda, há museus, construções lindas, pisos esculpidos, graffiti, música rolando, gente se manifestando. E viajantes a rodo, além dos turistas (dizem que a diferença é que o viajante nunca sabe quando vai embora). Conversei com paquistaneses, marroquinos, brasileiros, franceses, angolanos, italianos, portugueses… A sensação que tive é que essa é uma cidade de transição, onde você vem, aprende espanhol, faz algum curso e depois segue a vida em outro lugar. Poucos realmente se fixam lá. 

Reconhecer um espanhol é fácil: costumam ser bem grossos. Exemplo? Num restaurante de rua perguntamos “o que son habas” para um garçom que, impacientemente respondeu “oras, habas son habas!!”. Ainda descrentes, perguntamos “en la ensalada de arroz hay lettuce?” (ou: “tem alface na salada de arroz?”) e toma-lhe um: “la ensalada és de arroooooz!!” com mãozinha chacoalhando e tudo - juro que quase ouvi um “hello-ooo!” enquanto ele virava as costas pra atender outra mesa. Ah, em tempo: habas são favas.

Outra forma de reconhecê-los é pelo style: homens adotaram o mullet como corte oficial - de frente parece um cabelo curto mas quando viram de costas, uma espécie de rabo sai de um projeto de moicano. Já as minas continuam firmes e fortes no corte “capacete” (aquele todo repicado e comprido, com franjinha), variando com um coque lá em cima (quase no redemoinho mesmo), além da sandália amarrada no tornozelo por cima da calça saruel.

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(Le e Carol nas ruas de Barça)

Curiosidade 1: Todo mundo anda de bike por 48 euros por ano. Por ano! São vários bicicletários por toda a cidade, onde vc retira e deixa a bike vermelhinha. Imagina isso no Brasil, quantos não iriam levar a parada “pra casa”.   

Curiosidade 2: “El Dia dels Trastos” – Toda quarta-feira num determinado horário, as pessoas têm o costume de deixar na rua coisas que já não querem mais: cadeiras, mesas, roupas, louças, panelas, geladeiras… Quem estiver a fim, pega. Na época em que morava lá, Letícia pegou um colchão de casal para acomodar amigos que vinham visitá-la (receber pessoas é prazeroso e faz parte do espírito deles), tentou subir pelo elevador e não conseguiu. Chamou a amiga e subiram váááários andares de escada com o enorme “elefante”. Lá em cima, óbvio, a parada não coube embaixo da cama que era o lugar planejado para ele e nem em lugar a-l-g-u-m. E lá vai Letícia, desanimada, levar o colchão escada abaixo e deixar na rua novamente. Detalhe: já tinha passado da hora e ela tomou uma enorme multa. Morri de dó.





BASTARDOS INGLÓRIOS

12 10 2009

Sábado, início de feriado, 13h e eu na Trip olhando crédito de foto e assinando cromalim para mandar pra gráfica. Pelo menos o Cinema da Vila é aqui do lado %$*&#%@… Olhando o lado bom da coisa, poucas pessoas vão à sessão das 15h e, como eu tava afobada pra ver “Bastardos Inglórios” e sabia que seria concorrido, dividimos a sessão vaziiiia com vários velhinhos fofos.

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BASTARDOS INGLÓRIOS, 2009, EUA, dir.: Quentin Tarantino. Apesar do filme ter como ambiente a 2.ª Guerra Mundial, a história é fictícia. Como é comum, duas tramas acontecem em paralelo para depois se interseccionar: em uma, Shosanna vê sua família francesa ser morta durante a ocupação da Alemanha Nazista e escapa por pouco. Já adulta, disfarça-se de dona de um cinema francês. Enquanto isso, Brad Pitt é o chefe dos Bastardos Inglórios, um grupo de americanos judeus cujo objetivo é matar “cruel e violentamente” (estilo Tarantino) todos os nazis que passarem pela frente. Como se vê, ambos têm em comum o ódio e o desejo de vingança e é nesse momento que as tramas se cruzam. Só não curti o Mike Mayers no filme (odeio), mas as três melhores coisas compensam: o sotaque do Brad Pitt, a trilha sonora e o final fictício delicioso. Como toda boa escorpiana, adoro vinganças que se completam.





MAPA DE LOS SONIDOS DE TOKIO

6 10 2009

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MAPA DE LOS SONIDOS DE TOKIO, 2009, Japão e Espanha, dir:Isabel Coixet. Vi esse filme em Barcelona, mas deve chegar ao Brasil em breve, muito provavelmente na Mostra de Cinema que se aproxima (uhu!). A diretora catalã (“Minha Vida Sem Mim”) teve a idéia do filme enquanto passeava pelo mercado de peixe de Tóquio e viu uma japonesa linda limpando os atuns. Ela se recusou fortemente a ser fotografada, o que levou Isabel a ficar imaginando o motivo…
Filmado em Tóquio e Barcelona, “Mapa de Los Sonidos” conta a história de Ryu (a japa surda de “Babel”), uma moça aparentemente frágil que durante a noite trabalha no mercado de peixe e, eventualmente, faz uns “freelas” de assassina. Uma de suas missões é matar o espanhol David que, segundo o sr. Nagara (mandante do crime), é um dos culpados pelo suicídio de sua filha Midori. O texto é narrado por um engenheiro de som fascinado por Ryu e pelos sons da cidade. Filme lindo do começo ao fim…





CASA NOVA

5 10 2009
 

O sentimento era de insatisfação. Tudo parecia ser mais do mesmo, a internet passou a me irritar… opiniões sobre esse ou aquele som, agenda de festas sendo que recebo tudo de novo por email, entrevistas com perguntas óbvias e, principalmente, muito ego. “Ouçam meu som, sigam meu twitter, visitem meu site”. TOO MUCH EGO WILL KILL YOUR TALENT, muito bem colocado no (delicioso) blog da Me. Cansei de todo esse excesso de informação, fiquei de bode, meu blog morreu.
Na dúvida se era eu ou o mundo, as férias foram muito úteis. Viver a vida real, curtir minha casinha nova com meu marido, relaxar, ver coisas novas, conhecer gente que pensa diferente, aprender. Tipo me ocupei sendo feliz. Relaxei e aprendi… E aí deu saudades do blog…
Passei pra cá alguns posts antigos que gosto ou que preciso lembrar por algum motivo e, daqui pra frente, casa nova! 

 
“Por não sabermos quando vamos morrer, vemos a vida como uma fonte inesgotável. E no entanto, tudo acontece apenas um certo número de vezes, um número muito reduzido aliás… Quantas vezes recordamos uma certa tarde da nossa infância, uma tarde tão profundamente parte do nosso ser que nem concebemos a vida sem ela? Talvez mais umas quatro ou cinco vezes, talvez nem sequer tantas. Quantas mais vezes veremos despontar a lua cheia? Talvez vinte. E porém, tudo parece ilimitado.”
(“O Céu que nos Protege” – livro de Paul Bowles, filmado por Bernardo Bertolucci)

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(Marrocos, set09)

 

www.cafecombolachaz.wordpress.com, quem puder alterar o link, agradeço muito.





TRENS

2 10 2009

2001… Bons tempos!





GULA

2 10 2009

SÃO PAULO RESTAURANT WEEK é uma espécie de acontecimento gastronômico onde diversas casas topam o desafio de fazer comida boa a preços honestos. Entenda por “preços honestos”- R$25 + R$1 no almoço e R$39 + R$1 no jantar, mas considere que o valor inclui entrada, prato principal e sobremesa (o R$1 é doado para ong blablablá). E considere também que, em dias comuns, nesses lugares, você gastaria em média R$75 a R$100 na refeição. Ou o que é mais provável, nem iria.

A variedade de restaurantes é enorme (nessa edição, são 100) e vai desde japas deliciosos até bistrozinhos simpáticos, passando por burguerias e cantinas. Capim Santo, Blu Bistrô, Chakras, Consulado Mineiro, Nakombi, Santa Gula, Shintori, Obá, Arábia, Casinha de Monet… O escolhido de hoje foi o Bôa Bistrô, no Jardins, “cozinha contemporânea”. Na verdade, como decidimos na saída da Trip (lá pelas 20h, ou seja, tarde para reservar), não havia mais mesa em quase nenhum lugar. É, a parada ficou hypezinha e está concorrida. Assim, a boa é sempre reservar com antecedência e lembrar que os 10%, a bebida e o manobrista não estão incluídos no valor.


Bôa Bistrô: aconchegante, com sofás e poltroninhas…

Em 6 mulheres, cada uma pediu um prato e assim, conseguimos provar um pouco de tudo. Entre fofocas, risadas e bafos quentíssimos, espaghetti com bottarga, risoto negro com queijo coalho, dourado grelhado com sautée de pupunha, nirá e arroz de côco, pintado grelhado com purê de banana e sautée de ervilha torta, terrine de quinua com shimeji, sundae de côco com baba de moça, mousse de chocolate com gengibre… Quando comentei com o Shaw, ele torceu o nariz: “comida de gente fresca“. “Pois é, junte ingredientes inusitados e um nome chique e você tem uma comida super contemporânea…”

Mas como eu disse, tem opções para todos os paladares… E experimentar é sempre bom!

Quando: 02 a 15 de março

Aproveite o começo do mês (= dinheiro no bolso) e confira aqui os restaurantes que participam. Bon apetit!! 

(originalmente publicada em 04/03/09)





APERTE O SS

2 10 2009

Tem Subsolo aqui (Juxtapoz).

E aqui (valeu Bocada!!).

(FOLHA DE SP – Ilustrada – 11/03/09)

Discos revigoram hip hop independente

MC de diversos grupos, Kamau faz sua estreia solo e lança álbum com a nova formação do extinto coletivo Quinto Andar

BRUNA BITTENCOURT
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA 

Dois discos de hip hop chegam às lojas com uma variedade de ritmos e letras pouco característica do rap independente nacional, conhecido por suas batidas duras e rimas denunciatórias. Formado por integrantes do extinto coletivo carioca Quinto Andar, o Subsolo fez piada com o antigo nome do grupo e lança “Ordem de Despejo”, enquanto um dos seus oito membros, Kamau, faz sua estreia solo com “Non Ducor Duco” (não sou conduzido, conduzo, frase do brasão da cidade de São Paulo.) 
Kamau se destacou no meio por suas rimas em grupos paulistas como Consequência, Simples e Instituto. Já o Quinto Andar chamou atenção em 2004, ao revelar nomes como De Leve, Shaw e Lumbriga, com o ótimo “Piratão” (que trazia uma série de paródias), mas terminou pouco depois, por causa de divergências internas. 
Em “Ordem do Despejo”, o Subsolo troca o humor de sua antiga formação por letras mais reflexivas e busca fora do rap material para suas músicas. “Rio Babilônia” tomou emprestado as batidas do funk e “Trilhas” usou um acorde de piano como base. “As pessoas não conhecem a variedade do rap”, diz Shaw, produtor do Subsolo. “Tem muita gente que pensa que rap é música de protesto, mas rap, em primeiro lugar, é música, e foi isso o que tentei ressaltar”, afirma Kamau, que contou com Thalma de Freitas, Daniel Ganjaman (Instituto), Parte Um e KL Jay (Racionais MCs) entre os convidados de “Non Ducor Duco”. 
O MC frisa que esse é um disco de experiências pessoais, ainda que haja espaço ali para as críticas, tão características do rap nacional. Sem gravadora, ambos pagaram do próprio bolso seus discos. “A gente não tem lucro. Pagamos os discos que a gente prensou e prensamos de novo”, conta Shaw. “Se eu soubesse como é osso ser independente”, canta Kamau, que leva ele mesmo seu disco às lojas, em uma das faixas do álbum. 


ORDEM DE DESPEJO
Artista: Subsolo (independente) 
Quanto: R$ 10 

NON DUCOR DUCO
Artista: Kamau (independente) 
Quanto: R$ 18 

(originalmente publicado em 14/03/09)





“POR QUE TANTO PERDER-SE / TANTO BUSCAR-SE/ SEM ENCONTRAR-SE…”

2 10 2009

Eu sei que já é tarde pra falar sobre ele, mas não podia deixar passar em branco um dos meus filmes preferidos do ano passado… A história não é a mais original, bateu forte a mensagem “venha conhecer Barcelona”(que deveria ser subliminar) e não tem nada de tirar o fôlego já que a expectativa sobe quando se trata de Woody Allen, mas o conjunto ficou incrível, tão charmoso!! Fotografia, trilha sonora, atores escolhidos…


VICKY CRISTINA BARCELONA, 2008, Espanha/ EUA, dir.: Woody Allen. Duas amigas completamente diferentes – Vicky é a mais centrada, prestes a casar e Cristina, a mais irresponsável e impulsiva -  vão passar as férias em Barcelona. Em uma exposição conhecem Juan Antonio, um artista plástico que, de cara, as convida para um final de semana em Oviedo. Chega chegando. Claro que rola o impasse entre as duas e claro que elas acabam se jogando, afinal, se todos fossem racionais não existiriam muitas histórias interessantes para se contar.

Apesar do fato de Vicky ter ido a contragosto somente para não abandonar a amiga com um completo estranho, é ela quem acaba se apaixonando pelo tal completo estranho, já que Cristina passa mal durante todo o final de semana. Toda a convicção de Vicky no amor e fidelidade (lembrando, ela é noiva) acaba transformando-se em inveja da liberdade de Cristina. Mas a coisa nem começou. Na volta, sem saber de nada, Cristina acaba conquistando Juan que tinha um relacionamento mal acabado com Maria Elena e ainda deixou Cristina magoada. Aí, todo o rolo segue ainda mais enrolado, mas surpreendentemente mostrado de forma muito leve, considerando-se que o roteirista e diretor é o Woody Allen. E teve gente que criticou suplicando pela volta de sua neurose urbana… 

Só mais um comentário, a Penélope Cruz rouba a cena e o filme inteiro.

(originalmente publicado em 10/02/09)





SHAW EM PETRÓPOLIS (RJ)

2 10 2009

(originalmente publicado em 07/11/08)





HAPPY BIRTHDAY!!

2 10 2009

A todos que colaram, muito obrigada!  3.0!!
Special thanks to dj PG e dj Makoto (que seguraram a pista até quase seis da matina), dj Nego Billy, dj Komodo, super Shaw e meu mano Lum!!

Só lembrei da câmera um pouco tarde… poucas fotos…

Agora, só ano que vem…

(originalmente publicado em 09/11/08)





PIPOCA

2 10 2009

 REBOBINE, POR FAVOR (Be Kind, Rewind), 2008, EUA, dir: Michel Gondry. Vários motivos fizeram deste, um dos filmes mais concorridos da Mostra. Do mesmo diretor do excelente “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembrança”, o filme tem a participação de Jack Black e Mos Def e é m-u-i-t-o b-o-m. São raras as comédias que realmente me fazem rir e esta é uma delas. Aqui, Jack Black sofre um acidente que o deixa magnetizado, apagando todas as fitas (vhs mesmo) da locadora em que seu amigo (Mos Def) trabalha. Com o chefe viajando, eles tentam arrumar uma solução rápida: resolvem fazer um remake dos filmes. ”Ghostbusters”, “Conduzindo Miss Daisy”, “Robocop”… A produção de locação, figurino e efeitos é de chorar de rir. O site também vale uma visita.   

 FÔLEGO (Soom), 2007, Coréia do Sul, dir.: Kim Ki-Duk. Aqui estou eu mais uma vez falando de Kim Ki-Duk. Muitos filmes dele são criticados pelo excesso de poesia, como “O Arco“, mas como já falei em algum lugar deste blog, nunca vi problema nisso. Quem não precisa ver a vida por outros ângulos, desprender um pouco do literal? A única decepção aqui é a história meio fraca, sem pegada: uma mulher infeliz com seu casamento resolve se aproximar de um prisioneiro que acaba de ser condenado à morte. Com visitas a cada estação (opa, ”Primavera, Verão…“), eles acabam se aproximando e se apaixonando, mas têm que lidar com a morte próxima e o marido arrependido. Mais difícil do que lidar com a morte em si (afinal, morreu, morreu), é lidar com a data marcada para ela acontecer. Enlouquecedor, tanto que Jang Jin (o preso) tenta se suicidar repetidas vezes. Assim como em “Casa Vazia” e “Primavera, Verão, Outono, Inverno… Primavera” o silêncio dos personagens principais não causa desconforto, mas cria um resultado bacana. A fotografia impecável de sempre é responsa do Seong Jong-mu, que também trabalhou com ele em outro filme que eu amo: ”Time, o Amor Contra a Passagem do Tempo“.

 
A BITTERSWEET LIFE
(Dalkomhan Insaeng), 2005, Coréia do Sul, dir: Kim Ji-woon. Talvez por ser escorpiana, talvez não, mas filmes sobre vingança são meu fraco. “Bittersweet Life” não ganha da trilogia imperdível de Chan Wook-Park (“Old Boy”, etc), mas aqui a missão é cumprida com louvor. “Podes fazer 100 coisas bem, mas um só erro pode destruir tudo“. Sun-woo, exímio lutador, frio, fiel, trabalha há 7 anos para o mafioso Presidente Kang e recebe uma missão que só alguém com um cargo de tanta confiança poderia executar: cuidar da namorada do presidente, a violonista Hee-soo. Se perceber qualquer possibilidade de traição, a ordem é matar o suposto amante e ela. Ao deparar com os dois, de fato juntos, Sun-woo inesperadamente decide ajudá-los a fugir, provocando a ira de Kang. Está aí o dia do caçador. Sun-woo é caçado, torturado, quase morto. Em seguida, o aguardado dia da caça (e o close da esfregada na parede com a cara de um dos capangas? ugh!!). A vingança representada como esperávamos: sangrenta, pura e cruel.    

(originalmente publicado em 08/11/08)





VISTA SKATEBOARD ART #18

2 10 2009

Resenhas que saíram na Vista72 #18 (maio/junho2008), seção Bom Som:

ELO DA CORRENTE – “APÓS ALGUMAS ESTAÇÕES”

Formado pelo talentoso trio Caio, Pitzan e dj PG, o Elo da Corrente já era referência no rap nacional, mesmo sem disco próprio na pista. Com músicas soltas em diversas coletâneas conquistou seu público através de um rap lírico e inteligente – difícil não querer mais. “Após Algumas Estações”, disco de estréia lançado no final do ano passado, definitivamente fez valer a espera. Com 21 faixas curtas e diretas, este é um daqueles discos que merece atenção especial: deve ser degustado algumas vezes, sem fazer mais nada além disso – escutar. Permeando com maestria por assuntos cotidianos (já que não é simples retratar verdades com beleza), as rimas arrepiam e inspiram. E os beats… bom, os beats são uma estrela à parte. Ao contrário da maioria dos beatmakers que utiliza os famosos kits de bateria, não só os samplers mas todos os timbres (caixas, bumbos, claps, toms, hihats, etc) também são resultado dos infinitos diggins pelos sebos afora, muito bem manipulados na mpc ou na sp, deixando aquele barulhinho sujo (e delicioso) típico de vinil. Vai na fé que é rap dubom.

(elodacorrente@gmail.com/ myspace.com/elodacorrente1)

Por Carla Arakaki (www.myspace.com/cafecombolachas)

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CONTRAFLUXO – SUPERAÇÃO

Se você já colou em um show do Contrafluxo, deve ter notado de cara a energia que rola no palco devido à forte sintonia dos caras, essencial para fazer dar certo um projeto com tantas cabeças diferentes: são 4 mcs – Ogi, Mascote, Dejavu e agora, definitivamente, Munhoz – além de 2 djs – Edy e Willian. E é nesse mesmo clima que, dois anos depois do disco de estréia, o grupo apresenta o “SuperAção”, álbum duplo cheio de participações especiais (tanto nas rimas como nos beats), como Jeff, Rodrigo Brandão, Espião, Shaw, Max B.O., Rick, Zorack, Leco, dj Caíque, Nave e Dario entre outros. São 33 sons de qualidade, no melhor style golden era (e salve os clássicos dos anos 90!), paulada pheena na orelha. As rimas, as levadas, as belas produças, tudo reflete a maturidade e evolução clara desse time pesado que escolheu muito bem o título do disco. E mais uma vez só pra não esquecer: se colar no show, vai gostar mais ainda. Contrafluxo é rap puro, rua pura.

(contrafluxo@contrafluxo.net / www.myspace.com/contrafluxo)

Por Carla Arakaki (www.myspace.com/cafecombolachas)

(originalmente publicado em 16/09/08)





SHAW EM CURITIBA

2 10 2009

Esqueci de postar aqui, mas lá vai, com atraso e tudo… Porque o show de Curitiba foi coisa pheena!

Special Thanks to: Drica, Bigue, Rodolfo, Nave e Cadelis

(originalmente publicado em 12/10/08 )








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