- Ai Me, não encontro um curso de fotografia que me apeteça, pesquisei Panamericana, Senac, Escola São Paulo… Pensei em fazer a pós do Senac, mas a Jazzie me disse que a estrutura deixa muito a desejar…
- Gata, tô voltando pra Londres pra fazer Cool Hunter na Saint Martins, pesquisa lá…
E foi assim, em um papo despretensioso com Melissa no meio do carnaval que a idéia brotou. A University of the Arts London/ Central Saint Martins transpira criatividade. E é isso que eu buscava, mais do que somente técnica. Summer course (integral), esse lugar especial merece um post só dele mais pra frente.
Foi o tempo de conversar com o namorido e os pais. Matrícula feita, férias vencidas (e prestes a vencer mais uma), raspa a poupança e nem me viu. No caminho, minha sister brochada por causa de uma trip pra África do Sul cancelada, uniu-se a nós em dois segundos. E toca fazer orçamentos, planos, cronogramas, se sentir parte do mundo. Fissurada pela cultura islâmica que estou, pesquei a Turquia, mais especificamente Istanbul (pq a Turquia inteira precisa de muuuito mais tempo – e vale a pena). Ainda dava pra encaixar mais um, a idéia era Praga… ou Berlin? Praga! Ou Berlin? Foi Berlin, quase decidido no palitinho.
LONDRES é intensa, intensíssima. Não tem palavra pra descrever a cidade melhor do que essa. Em São Paulo acontece tudo o tempo todo, mas lá parece que o tempo passa até mais rápido.

Ingrês?
Logo de início, a Turkish Airlines rachou a nossa cara: a gente em Londres e nossas malas… em Istanbul. Legal. Minha pentax analógica, minha lomo, meus filmes 35mm e 120, o cd com minhas fotos para serem gongadas pelo professor… Foi tudo passando pela minha cabeça lentamente. Os conselhos de mamis também vieram à mente: “Leva sempre uma muda de roupa na mala de mão“. Eu juro que quase ouvi um “eu não te disse?“. E como boas filhas, levamos sim a muda de roupa e compramos mais umas paradinhas de higiene pessoal, quase tudo resolvido.
(As malas chegaram tipo uns 4 dias depois e quando vimos, quase choramos. Não, a gente não precisava nem da metade do que tava lá!)
As tomadas têm 3 pinos achatados e precisam de adaptador. Ok, a gente pensa que domina o inglês, mas adaptador de tomada… ?? (pqp):
- Hi! Do you have that thing to put in that thing for electronic things? – perguntou minha irmã com o jeito fofo dela. E não é que rolou?
O sistema de TRANSPORTE PÚBLICO deles é tão bom que ninguém precisa de carros, quase não tem casas/prédios com garagem. Dirigir lá deve ser muita treta, com as mãos trocadas e a direção do lado direito. O metrô vai pra tudo quanto é canto e o busão também, além de funcionar 24h. A única coisa estranha é que, do nada, os ônibus resolvem mudar de rota e mandam todos descerem. Mais estranho ainda é que ninguém reclama ou… acha estranho. O “bilhete único” deles é o Oyster, vc paga um valor por semana (pode escolher entre só bus, só metrô ou os dois) e anda qtas vezes quiser, sem controle de horas como o do Brasa. Uma sensação de liberdade louca rs. Em todas as escadas rolantes funciona o método – vai ficar parado, fique à direita, tá com pressa, corra pela esquerda. Considerei.

Nóis no underground, tru. (Doom e Wu Tang, pqp!)
Como ficamos um tempo considerável já que estávamos estudando, acabamos não indo em nenhum RESTAURANTE mega master blaster. Até reservamos uns pounds pra colar no Jamie Oliver, mas estava tão bombado que não tinha como reservar mais. Shame on us (e bora torrar os pounds). E p*rra, não encontrei a Nigella na rua, eu tinha certeza que iria encontrá-la.
O piquenique é largamente difundido, já que é sempre mais barato comprar a comida para levar (take away) e, muitas vezes, nem tem a opção de sentar pra comer no lugar. Tem parques e praças fofas em todos os lugares, é uma delícia sentar na grama, tomar um vinho, ficar conversando, comendo, olhando as pessoas e a vida passando (muito, muito rápido) por lá. É fácil comer saudável, já que tem lugares como o Wasabi (japa), EAT (saladas e sopas) e mercados como o Marks&Spencer que vendem saladinhas ótimas prontas, além de outras opções.

Piquenique no Soho Square

Tudo era motivo para comemorar... um dos nossos piqueniques em homenagem ao dia perfeito.
Eu sou viciada em pimenta, gosto muito mesmo, mas sério… pense duas vezes antes de pedir qualquer coisa spicy! Maaano! O baguio é loko! Deixei várias comidas pelo meio porque não dava mais. Um prato famosinho lá é o Fish and Chips (peixe com fritas) mas foi uma decepção. Demos mais sorte que Melissa que comeu um que “as cascas eram crocantes mas caíam todas“. No nosso, o crocante tava bem grudado, mas zero sal. Zero tempero.

Fish&Chips crocantes num pub escuro e fedido.
O mais legal de estudar lá é que deu pra sentir um pouco do dia a dia dos ingleses. Eu morro de preguiça de picos turísticos, então acabei indo a muitas exposições, alguns shows, feirinhas legais… Que eu vou contar aos poucos aqui. Prometo que não demoro mais tanto pra atualizar, já ameaçaram me tirar dos favoritos até rs.
Sua vez…