I ♥ CSM

26 01 2011

Todos os posts sobre Londres transbordam corações, mas esse eu até deixei por último…

CENTRAL SAINT MARTINS

Na verdade, o último post sobre Londres foi o início de toda a trip…

Depois de muito pesquisar um curso de fotografia em São Paulo (pós graduação no Senac? Panamericana?), a dica caiu do céu: “Tô voltando pra Londres, vou fazer Cool Hunter e História da Arte na Saint Martins, pesquisa lá!” A sugestão foi da Melissa que já tinha cursado Fashion Marketing há um tempo e amou. Berço de gente talentosa como Stella McCartney, Alexander McQueen e John Galliano entre outros, a Saint Martins transpira criatividade por todos os poros e é isso que eu procurava. Técnica aliada a (muita) inspiração.

Inspiração escorrendo pelas paredes...

♥ CSM ♥

Pode parecer estranho querer aliar férias com estudo, mas aprender e desenvolver algo que se ama é um prazer. A Central Saint Martins College of Art & Design é uma das cinco faculdades da University of the Arts London e oferece cursos de graduação, pós e intensivos. Ela é focada em moda, mas tem uma lista de mais de 400 cursos de enlouquecer como processos fotográficos alternativos, 3D para jóias, design de produtos, design de sapatos, maquiagem editorial, fotografia de moda, animação, direção de arte em filmes, styling para indústria musical, todos com muita estrutura: laboratório de revelação (35mm e médio formato), estúdios, biblioteca bacana, acervo enorme de filmes e revistas, computadores excelentes, equipamento para fazer jóias. Pudemos experimentar outras câmeras, visitamos várias exposições, conhecemos diversos projetos interessantes, a mente sai borbulhando de idéias todos os dias, com cada aula, cada discussão, cada trabalho. É um bombardeio de estímulo, inspiração e criatividade. Todo mundo sai de lá apaixonado pela escola.

Discussão sobre as fotos analógicas...

O lugar não era exatamente o que eu esperava… uma construção antiga, sem muito charme, cheio de corredores que me fizeram demorar uns dois dias para lembrar onde era a sala de aula ou o laboratório fotográfico. De qualquer forma, um prédio enorme estava sendo construído para unir os dois prédios da faculdade (olha o projetinho aqui) e prometia ser tudo o que eu esperava e a CSM merece ser.

Aula sobre luz de estúdio...

Mamiya RZ67, aula de médio formato. Amor à primeira vista.

Uma boa noção de fotografia e inglês fluente são pré requisitos já que logo na primeira aula o professor pede para analisar o material que você já tem e são muitos termos técnicos desfilando com aquele sotaque inglês fechadíssimo. De qualquer forma, era realmente gratificante mostrar fotos e receber não só elogios, mas críticas construtivas, comentários detalhados e referências de fotógrafos com trabalho parecido com o seu. Aprender técnicas novas e antigas, poder falar sobre fotografia durante horas e horas sem virar “A” chata, já que só quem curte aguenta. Poder perguntar “como faz?” para o professor cada vez que víamos uma foto de tirar o fôlego em uma exposição.

A turma é pequena e as amizades são criadas rapidamente, afinal, é o dia inteiro convivendo com gente simpática e mente aberta de todos os cantos do mundo. Um dos grandes benefícios são os contatos, aprender sobre a cultura de outros países e trocar informações… Cada aula, cada amizade, cada informação nova, cada referência, valeu cada centavo.

Central Saint Martins College of Art &Design

Clicada com uma Pentax, filme Ilford PB, impressão silver gelatin. E eu quem fiz tudinho: o clique, a revelação do negativo, a impressão na silver gelatin, técnica beeem antiga... O mais chato foi encontrar o ponto em que as paredes não ficassem superexpostas e o portão subexposto. E sim, os londrinos super posam.





COMPRAS EM LONDRES

5 12 2010

O insuportável “clima de natal” nos estabelecimentos comerciais me fez lembrar do quanto eu odeio shoppings e afins. Pois é, comprar roupa é um sofrimento que eu mesma boicoto guardando qualquer dinheiro extra para TENTAR comprar equipamento (uma lente, uma bateria, uma luz, um tripé…).

Num mundo utópico onde todos os planos dão certo, eu viajaria uma vez por ano pra gringa e compraria tudo por lá. Variedade, qualidade, preço. Ah, Mega Sena…

No rolê em Londres a gente tinha a melhor guia de compras do mundo: Melissa. Além dela já ter morado lá por algum tempo, dessa vez ela tinha chegado na cidade com umas duas semanas de antecedência pra cursar Cool Hunting na Central Saint Martins (eu já disse que essa universidade vai render um post apaixonado à parte, né) e pôde detalhar os conselhos no nível: “Não compra isso aqui, na H&M tem igual por um terço do preço.”

Não tem muito sentido fazer um guia de compras aqui já que é a coisa mais fácil do mundo de encontrar na net, mas os imperdíveis…

OXFORD STREET

♥ Top Shop ♥

H&M, Urban Outfitters, Top Shop, American Apparel, Body Shop, Primark… A rua ficava bem no meio do caminho entre a CSM (onde estudei fotografia) e o nosso hotel… beeeem chato ter que passar por lá todo dia… A Primark é um prédio de 4 andares de roupas muito, mas muito baratas, no naipe blusinha por 1,5 libras, meia calça por 3 libras, saia por 5… Cintos lindos por 1 libra cada! Garimpar é preciso pq tem coisa linda mas tem coisa de qualidade duvidosa. Zara eu me recuso a entrar na gringa desde que encontrei tudo o que comprei em Barcelona (da outra vez) na loja de SP por preços muito equivalentes. A Top Shop virou número 1 de cara. Não é tão barata, mas a variedade de acessórios, make ups, vestidinhos e tudo o mais é de morrer.

Gastei os tubos nessa seção específica...

BRICKLANE
Bricklane é o xodózinho da galera: lugares gostosos pra comer, brechós incríveis, lojas de disco, Brick Lane Market, Old Spitafield Market e quando o sol cai, rola o tal climinha de paquera e azaração. À la Londres né, onde eu ouvi dizer que as minas é que colam, elas é quem pagam a bebida… Weird.

Bricklane, baby.

Os mercados rolam de domingo, no Brick Lane Market tem, fora as roupas e objetos, um espaço com comida de tudo quanto é lugar. Eu comi um frango tailandês apimentadésimo, as minas foram de comida etíope vegetariana mas tem de tudo…

Parece saída de um editorial de moda, mas todos lá são assim, estilosérrimos.

NOTTING HILL
É, tem aquele filme zoado do Hugh Grant ainda mais zoado que rola nesses arredores. Mas dá pra entender pq escolheram o bairro como locação… ele é um charme só. De sábado tem o Portobello Market, uma feira de antiguidades de rua que lembra muito a Benedito Calixto. Passei mal com as camerinhas analógicas por lá, mas eu já estava com a Diana, a Pentax e a Nikon, sossega Carla. Fora isso, tem milhares de lojas bacanas e baratas de roupa, sapatos, discos.

Melissa, Nanda, Notting Hill... Aperto no coração.

O mais engraçado é que eu saí de lá com a sensação de que tinha comprado roupa pra 1 ano, mas quando você realmente tira tudo da mala (que claro, ultrapassou forte o peso) e separa o velho do novo, percebe que não comprou peanuts… Ah, aquela meia calça que deixei de lado… Ah, aquela blusinha que parecia cara mas aqui é o triplo… aquele brinquinho de caveira… Ah, Londres…

OBS: eu na “semana de moda” da TPM, tem várias peças compradas nesses rolês (apesar de que não sou mais produtora da Natura e que eu não comprei a meia calça da Top Shop de balaio rs, quem dera)





ALEX ROMAN E O 3D

7 11 2010

Há um tempo atrás estava comentando com um amigo fotógrafo sobre um curso de photoshop que eu estava vendo e ele me respondeu: “Photoshop é o carai, faz 3d…” Na hora fiquei meio assim, mas quando me apresentaram este vídeo… Fotógrafos e videomakers tremei.

Pois é. Viciado em arquitetura e fotografia, o espanhol Alex Roman virou sensação no momento em que postou um trabalho de computação gráfica de realidade AND bom gosto (item que James Cameron passou bem longe em Avatar) absurdos. Utilizando programas como 3D Studio Max, After Effects, Vray e outros, o cara criou, dirigiu, editou e sonorizou o filme inteiro sozinho. Se fosse fotografia ou vídeo já seria impressionante, mas sendo 3D puro… As cores, a luz, as texturas, a composição…

De chorar.





NAS & DAMIAN MARLEY

3 11 2010

Depois de tanto tempo sem atualizar aqui, tenho até que lembrar do que eu estava falando… Ah, ♥ Londres ♥…

Finalmente, finalmente, finalmente veríamos um show do Nas, aguardadíssimo!! Saímos da aula direto pro pico (estudar em horário integral tem suas desvantagens). O Hammersmith Apollo é meio longe, quase no limite da Zona 2 (difícil sair da zona 1 ou 2 em Londres) e já começamos pegando o metrô pro lado errado. Mesmo assim empolgadaças (eu, Nanda e Melissa), a empolgação morreu quando chegamos lá… O vacilo foi acreditar que “poxa nem tem muita divulgação, nem vai lotar, o pico cabe 5mil pessoas, tá relax“. Es-go-ta-do.
- “Pooorra, a gente vai ter que dar um jeito!” – aquela frase típica.
Os cambistas querendo 100 pounds sendo que o ingresso tava 35.
-”Vamos fazer cara de blasé e fingir que nem queremos tanto assim. Se pá eles baixam o valor.”
Cara de blasé, Melissa tentando fazer umas amizades pra ver se descobria algo,  um cara veio nos entrevistar para um site (“o que vcs esperam do show” e aquela coisa toda), recebemos flyer dos shows do Wu Tang e do Doom (PORRA, meus preferidos, será que o Doom vai mandar um sósia gordo?) e o horário de começar foi se aproximando.
Foi coisa de 3 segundos: um mano colou e jogou a gente pra dentro cobrando o valor real do ingresso. “Só não senta nas cadeiras porque senão alguém vai perceber, é lugar marcado.” – o tal mano cochichou.
Ok. Vimos ele sumindo e resolvemos nos embrenhar. Vamos ali mais perto vai, tá muito longe. E aqueles lugares ali, tão vazios, se alguém chegar a gente sai. E ali, mais na frente? Muito? Só um pouco mais… Enfim, nos acomodamos. Em três cadeiras bem no meio, impacientes.

E eis que o show começa. Porra, Nas, mano! O show era dele com Damian Marley, do lindíssimo disco Distant Relatives, mas é claro que eu tava na expectativa se também ia rolar alguma do Illmatic ou outras antigas.

Nas e Damian Marley

O público lá era completamente diferente do show que vimos no show do Antipop. Era público do rap mesmo, todo mundo cantando e pulando junto. “Only The Strong”, “Nah Mean”, o sample do Mulatu no som “As We Enter” enlouqueceu a galera. Acabei filmando pouco porque né… bora curtir o show!

E sim, ele não decepcionou, teve antigas:

Imagina quando ele lançou essa aqui ó:

Saímos acabadas e felizonas. Batata frita de vinagre & sal (não existe nada melhor no mundo dos salgadinhos) com  pepsi cola, metrô e zzzzzzzzzz…





ABAIXO DO SOLO

13 10 2010

Aperte o SS: Matéria Prima, Dj Mako, Congelado, Xará, Shaw, Kamau.

Quando se fala em Curitiba, a expectativa é sempre a melhor possível. E a idéia de juntar todo mundo de novo, depois de algum tempo… O rolê inteiro foi assim, risada o dia todo.

Os manos do 3Pilares abriram a parada, lançando um ep de 6 faixas, o “Bocada de Rimas” (o Teod jogou um monte de foto bacana do show aqui ), seguidos pelo grupo local Mentekapta (pra conhecer mais, clique aqui).

Apesar do tumulto na entrada, o John Bull mais uma vez ex-plo-diu de gente, esquentando a típica noite gelada de ZeroGrauCity.

Sub!

Vida de gato...

Além das músicas do disco, rolou som do disco que o Xará vai lançar logo menos, o “Estação Quinze”, teve som novo do “Orquestra Simbólica” do Shaw, do Matéria Prima e do Congelado, que logo coloca na pista o solo com o Lumbriga. E claro, lembrando os bons tempos, teve “Madruga” (alguém já tinha ouvido ao vivo?) e até “Poesia de Concreto” do Kamau.

Faz barulho, Curitibaaa!

Abaixo do solo...

Aqui tem alguns vídeos do show, o áudio está um lixo com toda distorção possível e mais um pouco, mas dá pra ter uma idéia de como foi:

Cidade de Mentira

Onírico
Papo de Futuro
Ninguém Ama os Náufragos
Estação Quinze
Trilhas
Madruga

 

Valeu Alam e toda galera foda de Curitiba!

Aquele almoço pós show tradicional... Priscila, Cabes, Priscila, Dario, Matéria, Kamau, Melissa, Nave, Black Alien, Drica, Mako, Xará, Shaw e eu.





SUBSOLO EM CURITIBA!

22 09 2010

Para quem não conhece, o Subsolo (myspace) é tipo o Quinto Andar repaginado. Saíram alguns integrantes, o som ficou mais denso, mais… subsolo. Shawlin, Xará, Pai Lua, Matéria Prima, Kamau, Gato Congelado, Lumbriga, Dj Mako. O bonde é grande, já era previsto que seria só o disco, zero shows.

Mas… Curitiba é foda né? Acho que eu já repeti essa frase aqui umas 10 vezes. E aí que o Trinca Rua (aliás, happy birthday Alam!) comprou a treta de levar essa galera toda e a cidade vai ver um show inédito, provavelmente o único fora o Indie. Lembrando que no Indie eles tinham 30 minutos, agora vai ser mais de uma hora de pedrada. Antigas e novas. Preparem os corações porque tem surpresa!

Quer mais? Nairobi e o pré lançamento do disco “De volta aos anos 90″ (baixe o single aqui), 3Pilares lançando o ep “Bocada de Rimas” (conheça mais aqui) além de Mentekapta e Dj Mongelos.

Dia 25/09 (sábado) no John Bull Music Hall.

obs – O único que não poderá comparecer ao show é o Lumbriga, por motivos pessoais.





FLUXO

17 09 2010

Se você curte rap, é muito provável que já tenha ouvido falar do Arthur Moura. Talvez assinando um beat, dirigindo um clipe ou mesmo produzindo um documentário inteiro sozinho (“De repente: Poetas de Rua”). Multitalento.
Parceiros desde 98, Arthur Moura e MC Wallace formam o Fluxo, grupo que nasceu em 2005 e já tem 3 discos na pista. Na verdade, 4: hoje é o dia do lançamento do “Visões Remanescentes – Lado A”, dessa vez com um terceiro integrante: Goribeatz.

Pra baixar, clica aqui e já joga no teu ipod. Vem com capa frente e verso e encarte com letras. Ah, e por falar em produtividade, no ano que vem, tem o lado B! O rap não pára!

Confira aqui a entrevista que o Perraps fez com eles.





GALERIAS, EXPOS E INSPIRAÇÃO

8 09 2010

FOTOJORNALISMO
Uma das paradas mais bacanas da fotografia é poder imprimir o teu olhar em algo que todos estão vendo. E tirar poesia de tragédias ou mesmo acontecimentos cotidianos é um talento admirável. Tô falando disso aqui ó:
“The Press Photographer’s Year”, a primeira expo que nosso professor nos levou, no NATIONAL THEATRE (South Bank, London SE1 9PX).  Arrepiante! A máxima que diz que uma imagem vale mais do que mil palavras é perfeita nesse caso. Clica aqui e sente, mas só clica quando tiver tempo de apreciar cada foto.
Para quem estiver em Londres, a exposição vai até dia 19/set e é de graça. E aproveita pra fazer um rolê pelo National Theatre porque tem sempre várias expos legais.

Crianças trabalhando em New Delhi - India. Foto: Daniel Berehulak

Mãe chora a morte da filha. Kashmir - India. Foto: Daniel Berehulak (tô fã desse cara)


LUZ E SOMBRA NO BRITISH MUSEUM

Outro lugar bacana que visitamos (dessa vez para fotografar) foi o BRITISH MUSEUM (Great Russell Street, London, WC1B3DG). Deu para entender a escolha do professor de cara: o lugar já vale a visita pela arquitetura, é lindíssimo, cheio de luz e sombras, uma piração. Existe desde 1759 e foi o primeiro grande museu público do mundo. Repleto de antiguidades como moedas, esculturas, livros e múmias (alguns objetos nem ficam expostos de tão grande que é o acervo), ele é gratuito e tem até pós graduação em Arte Clássica da Ásia.

Luz X Sombra

Visão geral do museu

(Tenho muitas outras fotos do pico, quando der, eu jogo no flickr)


OH MOSS!

Teve uma que nós fomos por conta, a SAATCHI GALLERY (Duke of York’s HQ King’s Road London SW3 4SQ), uma galeria mais contemporânea que tem várias instalações interessantes de artistas diversos, inclusive alguns desconhecidos da “grande mídia”. Se não me engano, ela virou (ou vai virar) o Museu de Arte Contemporânea de Londres. E aí que o destaque era, nada mais, nada menos do que Mario Testino -”Kate Who?”. Isso mesmo, Kate Moss, a diva.

Nanda e Kate Moss no desfoque rs

WATCHING YOU!
Dos rolês que o Chris Ould (o professor) nos levou, o meu preferido disparado foi o TATE MODERN (Bankside, London, SE1 9TG) que, além de lindo, é enorme e tem vaárias exposições simultâneas. O  Duran até comentou no twitter dele por esses dias sobre a “Exposed: Voyeurismo, Surveillance & The Camera”. A mostra abre a discussão sobre até que ponto a invasão de privacidade é aceitável – até onde é necessário pedir permissão para fotografar alguém? (entra aí o post passado sobre islamismo e fotografia) Imediatamente as pessoas pensam nos terríveis paparazzis, mas se fosse assim, não teríamos registros históricos como o das crianças vietnamitas correndo dos bombardeios americanos. E afinal, quem não quer ser visto hoje em dia? Quantas pessoas não estão preocupadas com seu número de seguidores no twitter ou sobre a repercussão (ou não) do que foi dito no Facebook?
São 250 fotos e vídeos (antigos e atuais) de gente conhecida e desconhecida (Tem de Henri Cartier-Bresson a Larry Clark – o diretor de Kids, passando por Guy Bourdin, Brassaï, Helmut Newton e outros) divididas em cinco temas: fotografia de rua, morte e violência, sexo, celebridades e vigilância. Tem até umas câmeras beem antigas escondidas em sapatos, livros e guarda chuvas expostas lá.
Dois projetos que vêm rápido à minha mente:
1) Uma fotógrafa que mandava cartas a moradores desconhecidos pedindo para eles irem até suas janelas em determinado dia/horário para serem fotografados por ela. E vários topavam!

Não lembro o nome da fotógrafa desse projeto, que brecha.

2) Um fotógrafo japa (Kohei Yoshyiuki) que registrou vários casais que iam transar em parques de noite (detalhe: cheio de gente curiosa espiando ao redor e às vezes até metendo a mão), sem ninguém perceber, claro. Na expo dessas fotos chamada The Park, realizada no Japão (nos anos 70), o ambiente era todo escuro e cada visitante ganhava uma lanterna pra encontrar as fotos.

A expo custa 10 Libras e vai até dia 03/10, vale MUITO a pena gastar várias horas ali.

Fora essas, a cidade é chapada de museus e galerias foda, muito mais legais do que aquele tal museu de cera… Sem contar a arte de rua, todo mundo se expressando rs… Tenta ir também:
Somerset House

National Portrait Gallery
The Photographers’ Gallery

Tate Britain





É O HIT

7 09 2010

A notícia original:

Some um “pouco” de Melodyne ou AutoTune e seja um Akon você também:

É o hit… hahahahahahaha





FOTOGRAFIA & ISLAMISMO

31 08 2010

Ramadan 2010 em Jerusalem. Foto: Muhammed Muheisen

Leitura do Corão. Foto: Muhammed Muheisen

Rezando minutos antes do desjejum. Foto: Mukesh Gupta

Essas fotos maravilhosas do Ramadan 2010 eu vi através de um link no twitter (via @petapixel) e me trouxeram algumas lembranças e reflexões:

1) O rolê que fizemos pelo Marrocos na última semana do Ramadan 2009. Foi amor à primeira vista pelo Islamismo, comecei a ler loucamente sobre, querer aprender tudo e, claro, agregar um país islamico a cada trip que eu fizer. Foi o que aconteceu: neste ano Turquia, nos planos Tunísia, Índia, Líbano, Egito, Arábia Saudita…

2) No aeroporto de Istanbul tinha vários caras enrolados em toalhas brancas. Tentei descobrir o motivo e só vendo essas fotos entendi: peregrinação à Meca. Por que com toalhas? Ainda não sei.

3) O quanto eles não curtem ser fotografados. Como conseguir fotos tão maravilhosas como essas se temos que fotografar disfarçada e rapidamente, de longe? E ainda aturar uma cara feia? (Na Turquia foi um pouco mais relax, mas como saber até que ponto você pode “invadir” a vida deles?) Aí, prestando atenção no nome dos fotógrafos: Muhammed Muheisen, Hasan Jamali, Ali Hashisho… Ah tá.

4) No segundo dia do curso de fotografia, o professor pediu para levarmos algumas das nossas fotos para serem analisadas e discutidas. Uma das fotos que mostrei foi uma clicada na frente da mesquita Koutoubia, em Marrakesh, onde centenas de muçulmanos rezavam. Uma francesa comentou em tom meio cú:
- “Você não se sentiu mal fotografando um momento tão íntimo deles? Eu me sentiria.”
Eu respondi:
- “Me senti mal por estar com uma lente fixa (60mm) e não com com minha grande angular.”
O silêncio foi constrangedor.


ps – pra quebrar o gelo, o professor citou dois ou três fotógrafos especializados nisso, talvez alguns deles estejam nesse link, não lembro





WE WILL CRUSH YOU – APC EM LONDRES E SP

25 08 2010

Eu curto escrever as paradas com um mínimo de ordem cronológica, mas como essa semana tem Anti-Pop aqui em São Paulo…
(O show do Nas – the maaaster – com Damian Marley eu conto depois)

O show foi num lugar lindo com cara de antigo em Camden, o Koko. Imaginava encontrar uma galera mais do rap, mas tinha um monte de gente “eclética”. A abertura foi do Herbaliser (Ninja Tune), uma banda deliciosa de funk com um toque de rap composta por umas 10 pessoas (entre dj, multi instrumentistas, vocais). Ocasionalmente, tem participações de gente como Jean Grae, mas não demos essa sorte.

The Herbaliser

Como estávamos na rua desde cedo – sábado é dia de Portobello Market em Notting Hill, emendado por um vinho no Soho Square – e as baladas costumam acabar lá pela 1h da manhã, lá pela meia noite nós não aguentávamos mais esperar. Anti-Pop caraio!

M. Sayyid

High Priest

Há tempos que curto os caras e tive a feliz oportunidade de ver o Beans no Sonar e o High Priest no SESC. Mas o grupo completo… Lá pela uma da manhã, eles entraram! Uhuuu! Poxa, sem o Beans. Um pouco de decepção, mas o show foi tão hipnotizante que esqueci rapidinho dos poréns.
Que engraçado, os 3 caras em seus mundinhos, viajando com suas caixas” – foi o comentário engraçadíssimo da Nanda. Sim, eles fazem uma brincadeira ao vivo com mpcs, synths e outras “caixitas” mais…

"Os três em seus mundinhos com suas caixas"

Umas quatro pessoas, vendo a gente pulando e cantando felizonas vieram perguntar “quem eram esses caras”. Aí deu pra gente se ligar que a maioria nem tava ali pelos shows. Com uns 40 minutos rolando (praticamente só sons do “Fluorescent Black”), eu disse pras minas que estavam com cara de cansadas: “ok, só mais duas ou três músicas! Se pá quatro e a gente vai.”
Decepção. O show tinha acabado! 40 minutos de show serviram pra deixar aquele gostinho de preciso de mais. Quinta e sabadão, certeza!

Dá uma olhada aqui no que nos espera (desculpa o som estourado):

AIRBORN AUDIO (High Priest + M. Sayid) + ELO DA CORRENTE
26/08 a partir das 21h no SESC Santana
R$3 a R$12

ANTI-POP CONSORTIUM (completo!) + AFASIA + RODRIGO BRANDÃO & MAURÍCIO TAKARA
28/08 a partir das 21h no SESC Pompéia
R$5 a R$20

******************************
ATUALIZAÇÃO PÓS SHOW EM SP:

Perdão pelo palavreado mas… PUTA QUE PARIU que show FODA!

Das duas uma: ou o Beans realmente fez muita falta em Londres (sim, ele fez) ou os caras estavam MUITO felizes. Explico: O ANTI-POP É POP. Com os ingressos esgotados na Choperia do SESC Pompéia, eles não paravam de dizer o quanto estavam felizes e curtindo estar ali. Entraram e saíram do palco duas vezes, tipo não querendo ir embora… E depois do show ainda conversaram com todo mundo, humildade total. O Beans até elogiou minha camiseta pirata do APC (que eu ganhei do Akin em 2001).
Eu não sei se, há anos atrás, eu apostaria num show lotado assim. Umas vinte cabeças, se pá.
Mais um comentário: vi pela primeira vez a belíssima união de Rodrigo Brandão com Maurício Takara, e sobre o Afasia… suuuuuujo! Afemaria!

Finalmente, com o Beans.

Tem mais umas fotos jogadas no meu flickr





LONDRES, AH LONDRES ♥ ♥ ♥

22 08 2010

- Ai Me, não encontro um curso de fotografia que me apeteça, pesquisei Panamericana, Senac, Escola São Paulo… Pensei em fazer a pós do Senac, mas a Jazzie me disse que a estrutura deixa muito a desejar…
- Gata, tô voltando pra Londres pra fazer Cool Hunter na Saint Martins, pesquisa lá…

E foi assim, em um papo despretensioso com Melissa no meio do carnaval que a idéia brotou.  A University of the Arts London/ Central Saint Martins transpira criatividade. E é isso que eu buscava, mais do que somente técnica. Summer course (integral), esse lugar especial merece um post só dele mais pra frente.

Foi o tempo de conversar com o namorido e os pais. Matrícula feita, férias vencidas (e prestes a vencer mais uma), raspa a poupança e nem me viu. No caminho, minha sister brochada por causa de uma trip pra África do Sul cancelada, uniu-se a nós em dois segundos. E toca fazer orçamentos, planos, cronogramas, se sentir parte do mundo. Fissurada pela cultura islâmica que estou, pesquei a Turquia, mais especificamente Istanbul (pq a Turquia inteira precisa de muuuito mais tempo – e vale a pena). Ainda dava pra encaixar mais um, a idéia era Praga… ou Berlin? Praga! Ou Berlin? Foi Berlin, quase decidido no palitinho.

LONDRES é intensa, intensíssima. Não tem palavra pra descrever a cidade melhor do que essa. Em São Paulo acontece tudo o tempo todo, mas lá parece que o tempo passa até mais rápido.

Ingrês?

Logo de início, a Turkish Airlines rachou a nossa cara: a gente em Londres e nossas malas… em Istanbul. Legal. Minha pentax analógica, minha lomo, meus filmes 35mm e 120, o cd com minhas fotos para serem gongadas pelo professor… Foi tudo passando pela minha cabeça lentamente. Os conselhos de mamis também vieram à mente: “Leva sempre uma muda de roupa na mala de mão“. Eu juro que quase ouvi um “eu não te disse?“. E como boas filhas, levamos sim a muda de roupa e compramos mais umas paradinhas de higiene pessoal, quase tudo resolvido.
(As malas chegaram tipo uns 4 dias depois e quando vimos, quase choramos. Não, a gente não precisava nem da metade do que tava lá!)

As tomadas têm 3 pinos achatados e precisam de adaptador. Ok, a gente pensa que domina o inglês, mas adaptador de tomada… ?? (pqp):
- Hi! Do you have that thing to put in that thing for electronic things? – perguntou minha irmã com o jeito fofo dela. E não é que rolou?

O sistema de TRANSPORTE PÚBLICO deles é tão bom que ninguém precisa de carros, quase não tem casas/prédios com garagem. Dirigir lá deve ser muita treta, com as mãos trocadas e a direção do lado direito. O metrô vai pra tudo quanto é canto e o busão também, além de funcionar 24h. A única coisa estranha é que, do nada, os ônibus resolvem mudar de rota e mandam todos descerem. Mais estranho ainda é que ninguém reclama ou… acha estranho. O “bilhete único” deles é o Oyster, vc paga um valor por semana (pode escolher entre só bus, só metrô ou os dois) e anda qtas vezes quiser, sem controle de horas como o do Brasa. Uma sensação de liberdade louca rs. Em todas as escadas rolantes funciona o método – vai ficar parado, fique à direita, tá com pressa, corra pela esquerda. Considerei.

Nóis no underground, tru. (Doom e Wu Tang, pqp!)

Como ficamos um tempo considerável já que estávamos estudando, acabamos não indo em nenhum RESTAURANTE mega master blaster. Até reservamos uns pounds pra colar no Jamie Oliver, mas estava tão bombado que não tinha como reservar mais. Shame on us (e bora torrar os pounds). E p*rra, não encontrei a Nigella na rua, eu tinha certeza que iria encontrá-la.

O piquenique é largamente difundido, já que é sempre mais barato comprar a comida para levar (take away) e, muitas vezes, nem tem a opção de sentar pra comer no lugar. Tem parques e praças fofas em todos os lugares, é uma delícia sentar na grama, tomar um vinho, ficar conversando, comendo, olhando as pessoas e a vida passando (muito, muito rápido) por lá. É fácil comer saudável, já que tem lugares como o Wasabi (japa), EAT (saladas e sopas) e mercados como o Marks&Spencer que vendem saladinhas ótimas prontas, além de outras opções.

Piquenique no Soho Square

Tudo era motivo para comemorar... um dos nossos piqueniques em homenagem ao dia perfeito.

Eu sou viciada em pimenta, gosto muito mesmo, mas sério… pense duas vezes antes de pedir qualquer coisa spicy! Maaano! O baguio é loko! Deixei várias comidas pelo meio porque não dava mais. Um prato famosinho lá é o Fish and Chips (peixe com fritas) mas foi uma decepção. Demos mais sorte que Melissa que comeu um que “as cascas eram crocantes mas caíam todas“. No nosso, o crocante tava bem grudado, mas zero sal. Zero tempero.

Fish&Chips crocantes num pub escuro e fedido.

O mais legal de estudar lá é que deu pra sentir um pouco do dia a dia dos ingleses. Eu morro de preguiça de picos turísticos, então acabei indo a muitas exposições, alguns shows, feirinhas legais… Que eu vou contar aos poucos aqui. Prometo que não demoro mais tanto pra atualizar, já ameaçaram me tirar dos favoritos até rs.





SE FAZ NECESSÁRIO VOAR

15 07 2010

Lembro de ter lido em uma Trip antiga, a seguinte pergunta (feita a um músico): “Se você precisasse escolher somente uma coisa e abolir as outras duas da sua vida, qual seria: música, sexo ou viagens?”
Não lembro se era bem assim, mas o cara escolheu sexo. Essa pergunta martela minha mente há tempos. Nenhuma delas é essencial para a sobrevivência, mas as três são essenciais para se viver feliz. Ainda bem que não precisamos escolher!

Férias. Tô caindo no mundão (viajar está virando um vício incontrolável), mas volto logo, cheia de novidades pra contar! Escolhi os lugares a dedo (e já tô com os planos para a próxima).

Câmeras na mochila, ipod nos ouvidos, marido no coração (certainly, the love of my life, poucos me entenderiam/apoiariam como ele).

“O fim duma viagem é apenas o começo de outra.
É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na primavera o que já se viu no verão, ver de dia o que se viu de noite, com sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava.
É preciso voltar aos passos que foram dados, para os repetir, e traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre.
O viajante volta já.”

(José Saramago, Viagem a Portugal)

No mesmo instante em que minha alma esbraveja, se faz necessário voar…” (Elo da Corrente)





ELO + SHAW + MAKO EM SP

11 07 2010

Vai ser lindo…





THE SHELTERING SKY

11 07 2010

Ait Benhaddou, Marrocos, set/09

- Aqui o céu é tão estranho, é quase sólido… Como se nos protegesse do que está por detrás… vê.
- Que está por detrás?
- Nada, só a noite…

(“O céu que nos protege”, Paul Bowles)





7FRAGMENTOS – MAIO

4 06 2010

Tema de maio: Retratos

Para ver os 21 clicks: 7Fragmentos

Sr. Pera e Jussara por Carla Arakaki

Senior Bodybuilder por Marcello Dezallez

Andressa por Marcela Ferri





BACK TO THE GOOD OLD DAYS

28 05 2010

Nunca fui de autógrafos ou tirar fotos com famosos… Na real, eu sempre preferi o outro lado das lentes, dos eventos, do palco. Produção, né. Bastidores.

Mas tem alguns fatos na nossa vida que não podem ser ignorados e Maurício de Souza é um deles. Eu lia tanto, tanto, que até tomava bronca (“vai brincar um pouco!”). Escondia o gibi no meio do livro pra fingir que estava estudando. Fazia revista em quadrinhos que  só minha irmã mais nova lia (e mandava cartas que, claro, eu publicava).

E eis que um belo dia, encontro ele na recepção da Trip. “Nikon, muito bom, eu também tenho, as melhores fotos da minha vida foram feitas com uma Nikon” – ele comentou quando saquei a cam. Analisou a luz enquanto eu acertava os parâmetros, dirigiu a Carol que fez  a foto pra mim. “Vem mais pra frente, isso“. Poxa, ele é exatamente o que eu esperava, um querido!

Maurício de Souza e eu

Comecei com todo aquele papo que ele deve ter escutado mil vezes de que ele fez parte da minha infância, que eu tinha uma mega coleção de gibis, do quanto ele influenciou o meu ser… Pensei que assim, ele não entenderia a dimensão da coisa e tentei sintetizar:
- Olha Maurício, eu prefiro mil vezes uma foto com vc do que com o Wagner Moura.
- Eu também!
– riu Paulo Lima
- E eu sei que é estranho, mas eu me sinto suuuper sua amiga! - eu, me excedendo (mas eu me sinto mesmo)
- Hahahhaa qual é seu favorito? – Maurício perguntou
Nossa, nossa, será que posso pedir 3 desenhos? Ain meu preferido é o Bugu, mas não vou perder o clássico:
- É a Mônica!

Enquanto ele desenhava, uma lágrima muda e invisível escorria na minha face…

Em breve, você escuta o papo dele com Paulo Lima na rádio Eldorado, Trip FM.





SHAW – POA/CWB 2010

24 05 2010

Porto Alegre em um dia e Curitiba no outro.
Eu ia contar com detalhes o rolê cheio de histórias (até o Chuck Berry com o Cesinha Lost nós encontramos no avião), mas o show é o que importa, right?

PORTO ALEGRE

Se já é complicado levar um show de rap para fora do eixo Rio-São Paulo, imagina em Porto Alegre, a mais de 1.100km de distância? Bons profissionais nos bastidores e claro, muita vontade, já agradeço de cara à equipe correria master que fez a parada lá. Sem palavras, Buiu e Leo!

Gravação pra 457fm (em breve aqui) fluiu benzão, cheio de histórias sobre o começo, o que o Shaw tirou de cada influência dele, álbum novo a caminho… E de noite, no Garagem Hermética, vish… Lotação maxima, mais de 400 pessoas esquentando a noite que já prometia ferver. Alguns acabaram ficando pra fora e, mesmo assim, tava difícil de andar. O ar condicionado estava longe de dar conta, a lente da minha câmera embaçou em 3 segundos, mas a empolgação tomou conta geral. E como a galera é gente boa! Público lindo, cheio de sede, primeiro show do Shawlin em Poa, set list especial de duas páginas! Aguenta! Porto Alegre é QUENTE.

(Special Thanks e um salve: Buiu, Leo, 457fm, Urban Repz, Andrio, Grazi, Edu Guspe)

O show de 1h30 em Porto Alegre somado a mil conversas com som alto, o choque térmico e as poucas horas de sono resultaram em… rouquidão. Fudeu. Curitiba é sempre especial, aguardado ansiosamente… Socorro! Bora ligar pra minha sista (fonoaudióloga, aliás, ex-ce-len-te fono, para quem precisar: fernanda_arakaki@yahoo.com.br ).
- Cá, na boa? A voz dele não vai voltar hoje. As pregas vocais estão inchadas, ele precisa descansar muito e fazer exercícios de vibração rrr jjjjj vvv
- Pastilhas e os carai, pode?
- Lembrando que isso é só paliativo, pode. Mas tá vendo? Quando eu fui ensinar os exercícios pra aquecer antes dos shows, ele ficou reclamando que ninguém ia aquecer as pregas dele hahahahaha

Toca pra farmácia, compramos pastilhas, spray, gengibre, fora as santas ervas chinesas que estão sempre na mala.

CURITIBA

Quase 1.100 pagantes no John Bull, Curitiba é mesmo um fenômeno. Como diz o Shaw, “meu paraíso”. Os djs William e Big Edy no comando das pick ups aqueciam os ânimos da galera. No palco, passaram São Nunca, Tuchê (com apresentação surpresa do… Criolo Doido! Galera vai à loucura) e Cabes. Perdemos quase tudo por causa da garganta do Shaw, mas trampo é trampo e ponto. Mesmo sendo prazeroso.

Eram quase 4h da manhã e a galera incansável e ansiosa, isso é CWB.
Ae galera, já falei que Curitiba é meu lugar preferido de shows? Porto Alegre virou o segundo ontem, eu disse isso pra eles, segundão, mas Curitiba? Sabem o quanto eu estava aguardando esse show? Infelizmente, eu devo um pedido de desculpas a vcs, me empolguei no set list de lá e acabei ficando rouco! Deus ensina a todos humildade e quando eu achava que estava preparado para hoje, Ele mostra que sempre falta algo pra aprender! Mas quer saber? Eu agradeço a Deus quando tudo tá bem, quando tudo tá mal, agradeço ele também…” – e aí… aí aquele arrepio né…

A energia da galera contagiou ao ponto do set list aumentar magicamente (além de sumir tb, quem rouba set list? rs). A galera ajudava no refrão e mandava tamanha vibe que o show foi até 5h30 da manhã, com quase todos os sons que o incrível e focadíssimo Dj Mako tinha o instrumental. Com o lugar explodindo! Com a voz rouca!
“CWB, Eu vou até minhas cordas vocais explodireeeeem!!” E acabou, lindo assim:

(Special Thanks: Alam, Valadão, Trinca Rua, Criolo Doido, Dj Mako)

Pra fechar o rolê perfeito, domingão de audição de beats na casa do amado casal Drica e Nave e almocinho delícia na Casa di Bel. Como é difícil ir emboraaa!

Cabes, Priscila, William, Big Edy, Dario, Priscila, Drica, Nave, Mako, eu e Shaw.

Se vc tem orkut e quer saber a opinião da galera (pq eu sou suspeita pra falar né), dá uma olhada aqui e aqui. Isso é rap nacional, negow!

Mais um relato bacana, no Beco41:  aqui.





PÁSSARO IMIGRANTE

18 05 2010

Porque é do Yoka aka Disafinado.
Porque eu curto gente talentosa.
Porque o disco deve estar foda.
Porque eu adorei o teaser.
Porque tem Mamelo Sound System, Elo da Corrente, Indigesto e outros.
Porque é vinil.
Porque ele vai mandar umas cópias pro Brasa.
Porque ver as imagens de Barcelona me arrepia de saudades…





ALMOÇO DE DIA DAS MÃES – A SAGA

9 05 2010

Meu nome AND sobrenome eram empolgação quando decidi que faria o graande almoço do dia das mães, tentando retribuir um pouquinho de tudo o que ela fez e faz por nós…
- “Venham com fome e me avisem quando estiverem saindo de São José!!”

Fiz listinha, consultei my niggaz Nigella, Jamie, Rita Lobo, Ana Maria Brega. Queria variedades, queria agradar de verdade.

Tá. Cozinhei o sábado todinho, em-pol-ga-da com meus afazeres (eu gosto muito de cozinhar e receber pessoas). Mas tem dia que a gente não deve levantar da cama e ponto.

Começou comigo quebrando a chave dentro da fechadura do prédio, em um dos (muitos) retornos do supermercado. Tipo, fui honesta e chamei o seu Luiz, o zelador.

-”Quebrei, seu Luiz!” – (com aquela cara de concha)
- “Ah tudo bem, eu conserto mais tarde...”

Não rolou.
- “O chaveiro do Pão de Açúcar fica lá até umas 20h” – avisou.

Tudo bem que eu já tinha ido no Pão de Açúcar 2 vezes e no Quitanda da Mateus Grou, mais 3. Demorei 1h30 nessas e o cronograma foi pro saco. O mano não tava e, quando chegou, a muié na minha frente queria q-u-a-t-r-o cópias de cada uma das c-i-n-c-o chaves dela. Afeee. Ainda veio o chaveiro elogiar minha maldita honestidade.
- “Normalmente as pessoas nem avisam, sabe? O condomínio que se vire“.

Aí, chuva. Eu lá, de chinelo, mulambenta, molhada, estranhamente segurando uma enorme fechadura velha e pesada nas mãos e encontrando conhecidos do bairro. Legal.
Peço pro Shaw me buscar de guarda chuva (separado? junto? com hífen? não sei mais). Chego em casa ruim de gripe.
- “Vamos pro Elo?” – perguntou Shaw
- “Putz, tô mal e atrasada aqui… Vai lá…”
– meu nome já tinha virado mau humor.

E comecei a session sobremesas. Fiz um manjar branco, coloquei uma cobertura de framboesa (o-d-e-i-o ameixa) nos potes fofos e, quando comecei a despejar o doce, vejo um FUCKING VERME. Branco, brilhante, daqueles de farinha de trigo, afundando lentamente no bagui. Fez até bolinha. E aí, lixo, né gente. A calda, o manjar, nojo! Fiquei com nojo um tempo, arrasada no sofá.

Respirei fundo. Fiz uma receita de bolo de chocolate sem farinha (claro) em fôrma de cupcakes. Peguei um banquinho e sentei na frente do forno pra assistir, sei lá por que… Vi os bolinhos crescendo, crescendo, passando da altura da fôrma, invadindo os outros e depois murchando… Ódiooooooooooo! Quando tirei da fôrma, pareciam mesas!!  Fiquei tão puta que comecei a cortar as sobras pra ficarem no formato. Aí, claro, queimei o dedo. Formou uma bolha, sofri, engoli o choro (tava sozinha mesmo) e fui fazer uma cobertura pra tampar a parte feia. A cobertura ficou mole demais. Aí deu. Chega. Deixei para finalizar tudo no domingo.

Ainda fiz um brigadeiro pra afogar as mágoas.

Domingo, braaand new day! Deu tudo certo, o almoço de Tapas foi um su-su-sucesso e a family ficou feliz. Bom assim!! Claro que minha mãe encheu minha geladeira de comidinhas caseiras, mas na janta fomos de delivery pra não ter que chegar perto do fogão rs.

Feliz dia das mães!!








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